Divulgação/Governo do Estado de SP
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Governo vê melhora em três regiões do interior de SP, que poderão reabrir comércio

Estado acumula mais 11.211 casos de covid-19 nas últimas 24 horas, chegando a 463 mil pessoas; mortes vão para 21.206, aumento de 312 óbitos desde ontem

Bruno Ribeiro e Marina Aragão, O Estado de S. Paulo

24 de julho de 2020 | 13h28

A oitava revisão do Plano São Paulo, o programa do governo paulista de reabertura econômica em meio à pandemia do coronavírus, relaxou a quarentena em três regiões do Estado, que agora tem apenas três áreas classificadas como “vermelha”, onde apenas serviços essenciais podem funcionar. 

As regiões que melhoraram foram de Araraquara, que saiu da fase laranja para a fase amarela, e de Campinas e Araçatuba, que migraram de vermelho para laranja. Dessa forma, elas podem reabrir comércio de rua, shoppings, escritórios, concessionárias e imobiliárias. Permanecem na restrição máxima Franca, Piracicaba e Ribeirão Preto

O governador João Doria (PSDB) afirmou que mais 100 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) nas regiões que permanecem em vermelho. “Vamos ampliar o cuidado protetivo para a população dessas cidades”, disse o governador, ao afirmar ainda que o Estado tem mais leitos de UTI do que países europeus como Itália e Espanha. A quarentena em São Paulo foi prorrogada mais uma vez, agora até 10 de agosto.

Nesta sexta, São Paulo registrou mais 11.211 casos confirmados de covid-19, fazendo o total de infecções no Estado ser de 463.218 pessoas. Já o total de mortes confirmadas nas últimas 24 horas foi de mais 312, com o Estado chegando a um total de 21.206 óbitos.

No acumulado desde a última semana, o Estado viu uma redução da velocidade de propagação da pandemia, indicando um leve arrefecimento da crise. “Pela primeira vez, temos uma melhoria de casos, internações e óbitos em todo o Estado”, disse a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, uma das coordenadoras do Plano São Paulo.

“Isso é muito importante, porque estamos no inverno”, disse a secretária, ao destacar que no mês de julho historicamente há alta no caso de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), casos que também são classificados como suspeitos de covid-19.

Patrícia e o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, destacaram a melhora das taxas de internação do interior. Esse índice foi o que mais pesou para a reclassificação, para melhor, das três regiões que evoluiram de fase, uma vez que os óbitos no interior ainda tiveram um aumento de 9% na comparação com a última semana. No caso das internações, o interior teve uma queda de 2%, na comparação com a semana passada.

"Nós saímos do dia 10 de julho com 20,3 leitos por 100 mil habitantes e chegamos hoje com 30,3 leitos por 100 mil habitantes", disse Vinholi. "Franca com (uma taxa de ocupação dos leitos de UTI de) 82,5%, quase chegando nos 80% para avançar de fase. Piracicaba também teve uma redução na ocupação e Ribeirão Preto abaixou de 94% para 91% na ocupação. Bauru quase atingiu índices para mudar de fase. São José do Rio Preto teve um aumento expressivo na ocupação de leitos, com 79%", afirmou.

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