Juan Carlos Ulate/Reuters
Juan Carlos Ulate/Reuters

Grã-Bretanha diz que retirar prótese da PIP pode ser desnecessário

Apesar da orientação, país se comprometeu a pagar cirurgias de remoção dos silicones no caso das mulheres que implantaram por meio do sistema público de saúde

Reuters,

06 de janeiro de 2012 | 18h45

LONDRES - Autoridades britânicas disseram nesta sexta-feira, 6, seguindo o parecer de especialistas, que não há necessidade de estabelecer a retirada de próteses mamárias da fábrica francesa PIP como um procedimento de rotina, apesar das preocupações mundiais que cercam as peças, feitas com silicone industrial.

Mesmo assim, o governo disse que mulheres que receberam próteses da PIP por meio do Serviço Nacional de Saúde (NHS) poderão ter os implantes substituídos em cirurgias custeadas pelo sistema público, e que os planos de saúde deveriam fazer a mesma oferta.

O governo francês já aconselhou 30 mil usuárias a retirar as próteses da falida fábrica Poly Implant Prothese. Especialistas dizem que essas próteses se rompem com facilidade, podendo causar inflamações, e também há suspeitas de que seu uso tenha causado pelo menos um caso de câncer no ano passado na França.

"Nosso conselho continua sendo o mesmo: que não há evidência suficiente para recomendar a retirada como rotina", disse em nota o secretário britânico de Saúde, Andrew Lansley.

"Acreditamos que os prestadores privados de serviços de saúde têm o dever moral de oferecer gratuitamente às suas pacientes o mesmo serviço que vamos oferecer às pacientes do NHS, como informação, consultas, exames e remoção, se necessário."

Cerca de 300 mil próteses PIP foram vendidas no mundo todo. No Brasil, foram vendidas 25 mil próteses PIP e importadas quase 35 mil unidades. As próteses PIP estão proibidas no país desde 2010.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou às mulheres que colocaram as próteses para que procurem seus médicos e realizem uma avaliação clínica para avaliar a necessidade de removê-las.

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