Dida Sampaio/ Estadão
Dida Sampaio/ Estadão

Graças a Paulo Guedes e ministros, evitamos mal maior no País, diz Bolsonaro sobre pandemia

Brasil tem mais de 151 mil mortos e é o terceiro em número de infectados, atrás somente dos Estados Unidos e da Índia

Emilly Behnke, Jussara Soares e Matheus de Souza, O Estado de S.Paulo

14 de outubro de 2020 | 18h49

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro voltou a elogiar o corpo de ministros pela atuação no combate à pandemia da covid-19. Em evento nesta quarta-feira, 14, no Palácio do Planalto, o chefe do Executivo afirmou que o governo, em especial a equipe econômica de Paulo Guedes, evitou uma situação pior no País. O Brasil tem mais de 151 mil mortos e é o terceiro em número de infectados, atrás somente dos Estados Unidos e da Índia. 

"Atravessamos um momento bastante difícil no Brasil, mas graças ao Paulo Guedes e a sua equipe, logicamente somado aos demais ministros, mas tendo a economia na frente, evitamos que o mal maior acontecesse no nosso país", disse. O presidente reforçou seu posicionamento contra dissociar vida e saúde da economia.

"Desde o começo, eu dizia que tínhamos dois problemas pela frente, o vírus, e a questão do desemprego. Eram duas questões que deveriam ser tratados simultaneamente com muita responsabilidade. Muitos não acreditaram nisso, e hoje, temos ainda um pequeno preço a pagar", declarou.

Bolsonaro também elogiou a gestão do general Eduardo Pazuello, ministro da Saúde, voltando a repetir que o militar tem feito um trabalho "excepcional". Pazuello é o terceiro titular da pasta durante a crise do novo coronavírus, após o presidente dispensar o Luiz Henrique Mandetta e o Nelson Teich desistir do cargo em menos de um mês. 

Nesta quarta-feira, a pasta da Saúde lançou o Programa Genomas Brasil, uma iniciativa voltada para o mapeamento dos genes brasileiros para criar um banco de dados nacional com 100 mil genomas completos de brasileiros.

A intenção é identificar, por exemplo, doenças predispostas geneticamente, como câncer e doenças cardíacas e raras. Ao longo de quatro anos, o custo estimado da iniciativa é de R$ 600 milhões. O projeto permitirá o investimento em medicina personalizada e de precisão.

"Precisamos dar o remédio certo, na dose certa, para aquela pessoa que o remédio vai fazer feito. Se não, nós não vamos estar fazendo a saúde que o brasileiro merece em 2020, 2021”, destacou Pazuello no evento.

Uma portaria de agosto deste ano, assinada por Pazuello, instituiu, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), o Programa Nacional de Genômica e Saúde de Precisão (Genomas Brasil). 

 

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