Grécia amplia medidas contra vírus que já causou quatro mortes

'Vírus do Nilo' é transmitido por mosquito africano e pode causar encefalite; país já registra 58 casos

Efe

18 de agosto de 2010 | 19h35

ATENAS - O Ministério da Saúde da Grécia anunciou nesta quarta-feira, 18, medidas extraordinárias para prevenir a propagação do chamado "Vírus do Nilo" no norte do país, onde quatro pessoas já morreram este mês, informa a imprensa local.

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, desde a última quinta-feira, 26 pessoas foram infectadas, o que eleva para 58 o número de casos confirmados de encefalite (inflamação aguda do cérebro), doença mais grave transmitida pelo vírus.

Entre os casos, estão incluídas quatro vítimas fatais - na maioria, pessoas que sofriam de outros problemas de saúde. Do total, 26 ficaram curadas. As demais (28) vítimas estão hospitalizadas, e 8 delas estão em unidades de terapia intensiva (UTI).

O Vírus do Nilo Ocidental (WNV, na sigla em inglês) é transmitido pela picada do "mosquito-tigre", migratório da África, e pode causar encefalite em humanos.

Aparentemente, a proliferação de mosquitos portadores do vírus se deve a uma situação climática propícia neste verão no norte da Grécia, com longos períodos de muita umidade e altas temperaturas.

O governo da região grega da Macedônia Central concordou na última terça em ampliar as medidas adotadas com a aparição dos primeiros casos no início do mês.

O ministério ordenou intensificar a aplicação de pesticidas, especialmente nas regiões mais atingidas, e a campanha de informação ao público.

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