Greve afeta 14 hospitais estaduais na capital, diz sindicato

Grupo de trabalhadores da Saúde passou a noite na frente da Assembleia Legislativa; categoria reivindica perdas salariais e aumento de vale-refeição

Gabriela Vieira e Ricardo Chapola,

05 Junho 2013 | 10h17

Atualizado às 13h.

A greve dos trabalhadores estaduais da área da Saúde afetou 14 hospitais da capital e 32 em todo o Estado, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Públicos de Saúde no Estado de São Paulo (SindSaúde-SP).

Entre as unidades afetadas, estão o Hospital Emílio Ribas, o Hospital Geral Vila Nova Cachoeirinha, o Hospital do Servidor Público Estadual - Francisco Morato de Oliveira, o Hospital Brigadeiro, o Hospital Geral de Taipas, o Hospital Geral de São Mateus e o Hospital Regional Sul.

Algumas Unidades Básicas de Saúde também estão paralisando serviços de atendimento, como a UBS Anhanguera e a UBS Jardim Panamericano. 

Já  a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual da Saúde informou que a paralisação atinge apenas quatro das 203 unidades em todo o Estado e que a pasta mantém um diálogo com o SindSaúde-SP.

Na noite desta terça-feira, 4, cerca de 80 grevistas ocuparam a galeria do plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), em Moema, zona sul da capital. Às 10h desta quarta, 5, a categoria iniciou uma nova assembleia em frente à Casa. Os trabalhadores - em greve há mais de um mês - reivindicam reposição salarial de 32,2% e aumento no vale refeição para R$ 26,22. Segundo o presidente do SindSaúde-SP, Gervásio Foganholi, a entidade pede ainda que os prêmios de incentivo sejam mais justos e aplicados com mais transparência. "A greve será mantida até que o governo se dispoonha a negociar conosco", afirmou Foganholi.

Segundo estimativa da Polícia Militar, 300 pessoas protestam na frente da Assembleia. Os manifestantes fecharam a Avenida Sargento Sargento Mário Kozel Filho, empunharam faixas de protesto e responsabilizaram o governador Geraldo Alckmin (PSDB) pelas más condições de trabalho a que estão submetidos.

Às 14h, eles acompanharão uma sessão ordinária da Assembleia para tentar entrar em um acordo.

Na terça, representantes do Sindicato dos Trabalhadores Públicos de Saúde no Estado de São Paulo (SindSaúde-SP) foram recebidos pela Comissão de Saúde da Alesp. A vice-presidente da entidade, Cleunice Oliveira, afirmou durante o encontro que 70% dos profissionais estão em greve e os outros 30% atendem apenas emergências.

De acordo com a categoria, até o momento, ninguém foi convidado a discutir com o governo a pauta de reivindicações - que inclui ainda igualdade no prêmio de incentivo e maior transparência no uso de verbas do Fundo Estadual de Saúde.

A secretaria determinou corte no ponto dos funcionários em greve, o que pode gerar uma punição de até 50% nos salários. Em nota, disse que "considera inaceitável que os profissionais impeçam pacientes de realizar seus exames e consultas".

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