Greve de agentes de saúde em MS completa 1 semana

A greve dos agentes de saúde de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, completa hoje uma semana e não há ainda possibilidade de acordo entre os trabalhadores do setor e o prefeito Nelson Trad Filho (PMDB). A cidade está sem controle da dengue, que continua crescendo segundo boletim informativo da Secretaria Estadual de Saúde.

JOÃO NAVES OLIVEIRA, Agência Estado

11 Janeiro 2011 | 16h19

Está marcado para a próxima segunda-feira o início de uma ação de grande escala contra a dengue e a leishmaniose, com a participação de soldados do Exército. O Comando Militar do Oeste (CMO), com sede em Campo Grande, já liberou tropa de 100 militares para a tarefa. Eles estão recebendo treinamento de técnicos do Centro de Controle de Zoonoses. Segundo o CMO, a participação dos soldados está prevista em um convênio firmado em 2007 e não tem relação com a greve.

O movimento de paralisação, conforme o comando da greve, tem a participação de pelo menos 200 dos 600 agentes de saúde do município. A Justiça considerou ilegal o protesto, mas conforme o presidente do sindicato da categoria, Amado Cheikh, "a paralisação é por conta de cada trabalhador". Desde o ano passado, 22 pessoas morreram em consequência da dengue hemorrágica em Campo Grande. Até este mês foram registrados 41.430 casos na cidade.

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