Greve de anestesistas atinge 90% da categoria em Sorocaba (SP), diz CRM

Cerca de 300 procedimentos cirúrgicos deixaram de ser realizados em cinco hospitais

José Maria Tomazela, de O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2010 | 19h15

SOROCABA - A greve dos anestesistas atinge nesta quinta-feira, 21, 90% dos profissionais que atendem hospitais particulares e conveniados do Sistema Único de Saúde (SUS) em Sorocaba, segundo o Conselho Regional de Medicina (CRM).

Cerca de 300 procedimentos cirúrgicos deixaram de ser realizados nos hospitais Santa Lucinda, Oftalmológico, Evangélico, Samaritano e Modelo. De acordo com o representante do CRM, João Márcio Garcia, apenas as cirurgias de urgência e de grande porte, como transplantes de órgãos e operações cardíacas, foram realizadas.

Os casos não urgentes, as chamadas cirurgias eletivas, foram adiados. Na cidade, são cerca de 60 profissionais. De acordo com Garcia, a categoria teve o cuidado de conversar com os administradores dos hospitais para evitar prejuízos aos pacientes.

"Houve casos de cirurgias que foram antecipadas até para a noite anterior", contou. As intervenções adiadas serão feitas no menor prazo possível, segundo o médico. "Os anestesistas vão trabalhar no fim de semana para evitar um atraso maior", disse Garcia.

A paralisação de advertência por um dia foi decidida para chamar a atenção para a baixa remuneração dos profissionais. De acordo com o CRM, as tabelas dos planos de saúde estão defasadas há quase 20 anos. As mensalidades subiram 170% na última década, mas não houve repasse para os honorários médicos. "No caso do SUS, os valores pagos são irrisórios", afirmou Garcia.

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