Greve de residentes causa transtorno em hospital da BA

Situação mais crítica é registrada no HU Professor Edgard Santos, que tem 162 médicos parados

TIAGO DÉCIMO, Agência Estado

31 de agosto de 2010 | 20h16

A paralisação dos médicos residentes ainda causa transtornos a hospitais de Salvador. A situação mais crítica é registrada no Hospital Universitário Professor Edgard Santos (Hupes - Hospital das Clínicas), unidade que tem 232 médicos residentes - 25% de todos os residentes no Estado -, dos quais apenas 70 têm trabalhado, em turnos alternados, para garantir o mínimo de 30% de atendimento, como determina a lei.

Os principais prejuízos são detectados nos atendimentos eletivos (marcados com antecedência), que têm sofrido adiamentos por falta de pessoal. Porém, de acordo com o diretor-geral da instituição, Hugo da Costa Ribeiro Junior, os adiamentos não têm relação com a greve. "Essa é uma área que não sofre com a paralisação", afirma.

Segundo ele, a maior parte dos adiamentos relativos à greve ocorrem na área de urologia. "É uma das que, proporcionalmente, mais têm residentes", explica. "Mas nada que fosse urgência ou emergência foi afetado."

Apesar dos contratempos, os problemas causados pela paralisação em Salvador estão menores. Nos primeiros dias da greve estima-se que metade dos atendimentos tenha sido adiada por falta de pessoal. O balanço final do número de procedimentos realizados na Hupes em agosto, na comparação com julho, foi de 21% a menos - 34 mil, ante 43 mil no mês anterior.

Segundo a assessoria do Hupes, médicos do próprio hospital e da Universidade Federal da Bahia (UFBA) foram realocados para reforçar as equipes de atendimento da unidade.

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