Greve deixa milhares sem atendimento médico no CE

Classe reivindica piso de R$ 3,4 mil por 20 horas semanais; postos de saúde e hospitais só atendem emergências

Lauriberto Braga, do Estado,

02 de outubro de 2007 | 16h30

Milhares de pessoas ficaram sem atendimento hoje no primeiro dia da greve dos médicos em Fortaleza. Eles reivindicam um piso salarial de R$ 3,4 mil por 20 horas semanais, mas a prefeita da capital cearense, Luizianne Lins (PT), oferece R$ 1,7 mil com gatilhos anuais de 20% até chegar aos R$ 3,4 mil. São 1,9 mil médicos parados e que só atendem a casos de emergência.   Os médicos fazem uma assembléia geral na próxima quarta-feira para decidir os rumos do movimento. A princípio a paralisação é de 48 horas.   A triagem acontece nos hospitais e postos de saúde que nesta terça só atenderam quem estava com fratura exposta, dores abdominais e crises de asma.   Consultas, exames e demais atendimentos não foram feitos. Muitos pacientes vieram de outras cidades e mesmo assim não receberam atendimento. O secretário municipal de Saúde, Odorico Monteiro, vê "certa intransigência" por parte dos médicos. Ele espera resolver a questão por toda esta semana.   No maior hospital público de Fortaleza, o Instituto José Frota (IJF), o diretor da emergência, Romeu Araújo, informou que todas cirurgias marcadas para hoje serão novamente agendadas. Mesmo com a greve, os corredores do hospital estavam cheios de macas com pessoas esperando atendimento. Na entrada do hospital havia uma faixa informando que os médicos estavam "em luta".

Tudo o que sabemos sobre:
MédicoSaúdeCearágreve

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.