Gripe atinge frangos na Áustria; UE aprova vacinação

Autoridades austríacas decretaram ontem uma zona de proteção em torno do abrigo de animais "Arca de Noé" - um projeto de amparo a animais abandonados -, na cidade de Graz, após confirmar a presença do vírus H5N1 em seis aves. A infecção, que já havia atingido um cisne e três patos, alcançou dois frangos. As análises foram conduzidas pelo laboratório da Agência para Segurança e Saúde Alimentar. A confirmação dos resultados pelo laboratório de Weybridge, responsável pelos laudos definitivos, está sendo esperada. Todas as aves que viviam do abrigo já haviam sido sacrificadas como prevenção no último dia 17, após suspeita de que a gripe aviária tinha causado a morte de um cisne. Além da imediata decretação das zonas de proteção (3 km de raio a partir do foco) e de vigilância (10 km), as autoridades ordenaram análises regulares em outros animais do abrigo, principalmente cachorros e gatos. A obrigatoriedade de manter trancadas as aves de granja e domésticas é válida para todo o país desde domingo, após ter sido detectada a expansão da gripe aviária, com novas suspeitas de focos na capital Viena e no Estado da Baixa Áustria. Vacinação A União Européia aprovou na terça-feira os planos de França e Holanda de vacinar milhões de aves contra influenza, como medida de precaução. Os dois países, os principais produtores avícolas do bloco, estão preocupados com o impacto da doença sobre os negócios. O Reino Unido se opõe à vacinação, considerada dispendiosa, complexa e sem garantias de resultado, uma vez que não há vacina específica para o H5N1. Na Itália, o comércio de produtos avícolas despencou 70%. A queda das vendas no mercado francês está estimada em 20% a 30%. A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem repetido, sem sucesso, que é seguro ingerir carne de frango e ovos. Em todo o mundo, 200 milhões de aves morreram por gripe aviária ou foram sacrificadas preventivamente para deter o avanço da doença. Alívio Índia e Malásia descartaram a infecção por gripe aviária em 12 pessoas que estava internadas. É a primeira boa notícia desde o começo da nova onda de disseminação da doença, que rapidamente atingiu África e Europa. Exames de sangue de sete indianos mantidos sob quarentena no oeste do país deram negativo para o vírus H5N1. São aguardados os resultados de cinco outros pacientes. Na Malásia, testes em cinco pacientes com problemas respiratórios afastaram a hipótese de gripe aviária. Espera-se o boletim médico de duas crianças. Na Nigéria, a OMS afirmou que vai realizar análises clínicas em três pessoas com suspeita de gripe aviária, mas já recuperadas. Também será feita autópsia de uma nigeriana que morreu na semana passada.

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