Gripe aviária já matou 103 pessoas no mundo

O número de pessoas mortas pela gripe aviária superou oficialmente a marca das 100 vítimas. Após cumprir todas as etapas de verificação laboratorial, examinando uma amostra de 11 pacientes, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou ontem que houve cinco mortes no Azerbaijão decorrentes de infecção pelo H5N1 - a linhagem viral mais perigosa que desencadeia a gripe aviária. Com isso, o registro global de óbitos desde 2003 passa de 98 para 103 pessoas. As mortes ocorreram entre 23 de fevereiro e 9 de março e afetaram mulheres entre 17 e 21 anos de idade e um rapaz de 16. Quatro dos cinco mortos moravam num assentamento de cerca de 800 domicílios na região de Salyan, sudeste do país. Técnicos da OMS estão investigando se as pessoas foram contaminadas ao arrancar penas de cisnes mortos para confeccionar travesseiros. Há ainda duas pessoas internadas com sintomas da gripe no país - uma delas em condições críticas. O Egito notificou o quarto caso suspeito de infecção humana em uma semana - um rapaz de 17 anos cujo pai é dono de uma granja contaminada. O país havia informado uma morte na sexta-feira, mas a OMS ainda não confirmou o caso. O Paquistão entrou ontem para o grupo de países recentemente atingidos pelo H5N1, confirmando que duas criações de aves foram afetadas. Calote em doação Em janeiro, países e organizações internacionais se comprometeram durante encontro em Pequim a doar US$ 1,9 bilhão para ajudar países em desenvolvimento a deter a gripe. Mas David Navarro, coordenador da ONU para ações de controle da doença, informou ontem que são raros até o momento aqueles que passaram da retórica às doações.

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