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Gripe cresce na Ásia; total de mortes nos EUA chega a 10

O Japão agora tem 286 casos confirmados, e é o quarto país mais infectado do mundo; Filipinas tem caso

Associated Press,

21 Maio 2009 | 15h41

Em seu boletim desta quinta-feira, 21, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece 11.034 casos da influenza A(H1N1), a gripe suína, em todo o mundo, com 85 mortes. Ao mesmo tempo em que a Cidade do México - até agora, o centro populacional mais atingido pela doença - decretava o fim do estado de emergência sanitária, o governo japonês apertava as medidas de prevenção da doença, que faz cada vez mais pacientes na Ásia. A região de Tóquio já conta com três casos confirmados.

 

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O Japão agora tem 286 casos confirmados, e é o quarto país mais infectado do mundo após México, EUA e Canadá. A maioria dos pacientes japoneses é de adolescentes, e nenhum parece estar gravemente doente. Além disso, as Filipinas confirmaram a primeira infecção no país, e novos casos aparecem na China e em Taiwan.

 

Autoridades nas cidades japonesas de Kobe e Osaka fecharam mais de 4 mil escolas, de jardins de infância a universidades.

 

Avisos estão sendo veiculados em estações de trem e outras áreas públicas.

A alta demanda fez com o preço do remédio antiviral Tamiflu disparasse no mercado online japonês, com os preços indo de US$ 74 a US$ 128 (R$ 150 a R$ 260) por uma caixa de dez comprimidos. O remédio deveria estar disponível apenas com receita, e pela metade desse valor.

 

O Ministério da Saúde japonês já advertiu a população para não comprar Tamiflu online, já que o produto vendido pela internet pode ser falsificado.

Estados Unidos

O jovem Marcos Antonio Sanchez passou de um homem extrovertido de 21 anos à primeira morte causada pela gripe suína do Estado de Utah em menos de uma semana.  Na semana passada, ele era um jovem, que gostava de ficar na piscina e morava com a namorada. No sábado, foi hospitalizado, vomitando sangue e com febre alta. Seus pulmões pararam de funcionar na terça-feira, 19.

 

Na quarta, sua mãe tomou a decisão de desativar a respiração por aparelhos, fazendo de Sánchez a décima pessoa a morrer de gripe suína dentro dos Estados Unidos.

 

O médico David Sundwall, diretor-executivo do Departamento de Saúde de Utah, disse que o rapaz era obeso e tinha problemas crônicos de saúde, incluindo dificuldades respiratórias. Sánchez não havia viajado recentemente, e o governo do Estado tenta determinar como ele contraiu o vírus. Segundo a OMS, a maior parte dos 791 casos confirmados da doença entre quarta-feira e hoje - e que elevaram o total mundial a mais de 11 mil - estão nos EUA, Canadá e México.

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