Gripe suína atinge 6,5 mil pessoas em 33 países, indica OMS

Especialistas acreditam que idosos possam ter imunidade à doença devido à exposição a vírus semelhantes

Efe

14 Maio 2009 | 08h57

Maioria dos pacientes não precisa de antiviral, diz OMS

GENEBRA - O balanço diário da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado nesta quinta-feira, 14, contabiliza 6.497 casos de gripe suína em 33 países, com 65 mortes. EUA e México respondem por 5.798 casos (89% do total) e 63 mortes (96%). Mais cedo, especialistas europeus disseram acreditar que idosos possam ter imunidade à doença devido à exposição prévia a vírus semelhantes.

 

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O Canadá é o terceiro país com maior número de casos (389) e uma morte. A Costa Rica tem oito doentes e um falecimento. O Brasil continua com a confirmação de oito casos da doença.Na Europa, a Espanha apresenta o maior número de doentes (100), seguida pelo Reino Unido (71).

Os outros países com casos verificados, mas sem mortos, são: Panamá (29), França (14), Alemanha (12), Itália (9), Nova Zelândia (7), Israel (7), Colômbia (7), Japão (4), El Salvador (4), China (4), Guatemala (3), Holanda (3), Coreia do Sul (3), Noruega (2), Suécia (2), Tailândia (2), Finlândia (2), Argentina (1), Austrália (1), Áustria (1), Cuba (1), Dinamarca (1), Irlanda (1), Polônia (1), Portugal (1) e Suíça (1).

A OMS continua sem recomendar restrições de viagens devido ao vírus da gripe suína. Apesar do nome, a gripe suína no apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados.

Imunidade

O Centro Europeu para Controle e Prevenção de Doenças (ECDC, em inglês), agência da União Europeia (UE), acredita que a maior incidência da gripe suína entre os jovens pode ser devido a que a população de mais idade tem algum tipo de imunidade em relação ao vírus A (H1N1).

 

Após analisar os dados oferecidos pelas autoridades sanitárias mexicanas, os especialistas europeus concluíram que "não se pode descartar que os grupos de população maior tenham alguma imunidade, devido à exposição prévia a vírus semelhantes", disseram hoje, em comunicado.

 

Embora os dados indiquem que os jovens são mais vulneráveis ao vírus, ainda não se sabe os motivos pelos quais a doença afeta mais este grupo de população.

O ECDC, com sede em Estocolmo, trabalha com duas hipóteses: as características específicas do novo vírus, ou que este esteve circulando principalmente entre crianças e adultos jovens e ainda não começou a se propagar entre a população mais velha.

Os contágios mais frequentes do vírus no México ocorreram entre a população mais jovem, com 2,9 casos para cada 100 mil pessoas de entre 10 e 19 anos, e com 2,8 contágios para cada 100 mil crianças

de entre 0 e 9 anos, segundo os dados do centro. No outro extremo está a população da terceira idade, com apenas 0,6 contágio para cada 100 mil pessoas.

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