Gripe suína não é do tamanho que parecia ser, diz Lula

'A gente vai intensificar a vigilância e, ao mesmo tempo, intensificar o tratamento de quem está doente'

Agência Brasil e Agência Estado,

11 Maio 2009 | 08h44

Primeiro caso de gripe é confirmado na China
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu que a gripe suína é "grave", mas afirmou que a doença não é "do tamanho que parecia ser". Segundo ele, a entrada de pessoas no país está sendo "bem monitorada" e os cuidados do Ministério da Saúde serão redobrados nos próximos dias. 

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"A gente vai intensificar a vigilância e, ao mesmo tempo, intensificar o tratamento das pessoas que estão doentes. Estamos cuidando para evitar que se alastre em outras pessoas", disse nesta segunda-feira, 11, em seu programa semanal Café com o Presidente. Lula afirmou que não deve haver pânico entre a população. "O que as pessoas devem ter é cuidado."

Ontem, dois novos casos de gripe suína foram confirmados no Brasil - um no Rio de Janeiro e um no Rio Grande do Sul., o que eleva para oito o número de pessoas contaminadas - seis em viagens internacionais e duas dentro do território brasileiro.

 

O ministério destaca que esses dois casos de transmissão autóctone estão fortemente vinculados a um rapaz que contraiu a doença no México. Desse modo, até o momento, o Ministério da Saúde ratifica que a transmissão do vírus no Brasil permanece limitada, sem evidência de transmissão sustentada. O governo não deu detalhes da identidade do novo caso autóctone, mas a mãe de um dos pacientes cariocas que já tinham o vírus confirmado havia sido internada com suspeita da doença, no sábado, 9. Segundo o ministério, o estado do paciente é estável.

 

O outro caso confirmado é do Rio Grande do Sul. Esteve em vários países europeus (Alemanha, República Checa, Hungria, Áustria, Itália e Espanha), antes de voltar ao Brasil. Apresentou os primeiros sintomas, leves, em 3 de maio, na Itália. Viajou no mesmo dia para Madri (Espanha), onde embarcou no dia seguinte para o Brasil. Procurou o serviço de saúde e foi notificada no dia 7.  Passa bem, de acordo com a nota do ministério.

 

 Atualmente, sete países apresentam transmissão autóctone, ou seja: quando a transmissão ocorre dentro do próprio país. Desses, apenas dois têm transmissão sustentada: México e EUA. Os países com transmissão autóctone limitada e não sustentada, até o momento, são Reino Unido, Alemanha, Espanha, Itália e, agora, Brasil.

 

Mais cedo, o ministério havia informado que havia 18 casos em suspeita, e cerca de 25 pessoas que estavam sendo monitoradas em dez Estados. Chegou a 156 o número de casos descartados, conforme dados repassados pelas Secretarias Estaduais de Saúde até as 9h de sábado.

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