Gripe suína quadruplica movimento no Emílio Ribas

O esquema do hospital inclui 17 leitos com pressão negativa, que impede a circulação de ar contaminado

Ana Conceição, da Agência Estado,

26 Junho 2009 | 18h20

O número de atendimentos no ambulatório do Hospital Emílio Ribas, em São Paulo, quadruplicou por causa da apreensão gerada pelo aumento dos casos de gripe suína, de acordo com David Uip, infectologista e diretor da instituição. "No início de junho, os atendimentos diários chegavam a 70, em média, e nos últimos dois dias cresceram para 300", disse. 

 

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Uip considerou que, embora quatro vezes maior, o número está dentro da rotina e, por isso, não foi montado esquema especial no Emílio Ribas. Segundo o infectologista, mesmo pessoas que têm convênio médico estão procurando o hospital, especializado em doenças infecciosas, o que tem ajudado a inflar o número de atendimentos. 

 

O Emílio Ribas tem 193 leitos no total, que podem ser ampliados para 300 nos próximos meses, de acordo com a necessidade. Segundo Uip, apenas dois pacientes estão internados com suspeita de contaminação pela gripe suína. "Estamos preparados para um eventual aumento de casos", afirmou.

 

O esquema de segurança do hospital inclui 17 leitos com a chamada pressão negativa, que impede a circulação de ar contaminado, e andares isolados. 

Em 1º de junho, o Brasil registrava 21 casos da gripe, cujo nome oficial é influenza A(H1N1). Na quinta-feira, 25, o número tinha subido para 452, com a maioria dos novos pacientes surgindo em São Paulo. O Estado tem 217 casos confirmados.

 

De acordo com Uip, o forte aumento nos últimos dias é resultado direto do período pós-feriado de Corpus Christi, quando muitos turistas brasileiros viajaram para a Argentina. Cerca de 50% dos casos registrados no Brasil são de pessoas infectadas no país vizinho, que tinha, até quinta, 1.321 casos, com 21 mortes. 

 

O diretor do Emílio Ribas recomenda que as pessoas só recorram ao hospital, quando gripadas, se não se restabelecerem após dois dias, ou se houver falta de ar e febre persistente. Caso contrário, a recomendação é ficar em casa, em repouso. 

 

Na rede municipal, a situação não se alterou com relação à gripe suína e o número de atendimentos é considerado normal. Mesmo nos casos de gripe comum, não houve aumento significativo de pacientes, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde. 

 

As pessoas que se dirigem às unidades de saúde com suspeita de contaminação são encaminhadas para coleta de exame e orientadas a ficar em isolamento domiciliar até que saia o resultado do exame, em até 72 horas.

 

A secretaria também esclarece que se o resultado do exame for positivo, o paciente deve ficar sete dias em isolamento, a partir da data do início dos sintomas (período em que pode estar transmitindo a doença) e as pessoas que tiveram contato com ele também devem completar sete dias de isolamento a partir do último contato com o paciente (período de incubação).

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