Grupo estabelece relação entre leucócitos e epilepsia

Pesquisa realizada descobriu que células sanguíneas são mais abundantes no cérebro de epilépticos

EFE,

23 de novembro de 2008 | 14h44

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Verona (Itália) descobriu que os ataques epilépticos estão relacionados com a interação entre um tipo de leucócito e os vasos sanguíneos cerebrais. Em um artigo publicado neste domingo pela revista científica britânica Nature Medicine, a equipe explica que essa descoberta pode ser chave para a prevenção e tratamento da doença. O mal afeta 1% da população mundial.  Os cientistas, liderados por Gabriela Constantin, descobriram que os leucócitos são mais abundantes no cérebro das pessoas epilépticas que em indivíduos sãos. Também descobriram que os ataques ativam as moléculas de adesão nos vasos sanguíneos cerebrais de ratos de laboratório. O efeito faz com que os neutrófilos (tipo de leucócito) fiquem presos no sistema circulatório do cérebro.  Quando os pesquisadores impediram as interações desses leucócitos com os vasos cerebrais, o número de ataques diminuiu. Também descobriram que os acessos deixam porosa a barreira entre o sangue e o cérebro. Quando bloquearam a "união" entre leucócitos e vasos cerebrais, essa porosidade foi evitada.   Dessa maneira, estabeleceram uma relação direta entre as interações dos vasos sanguíneos com leucócitos, os danos às barreiras cerebrais e a geração de ataques epilépticos.

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