Reprodução/ Estadão Blue Studio
Reprodução/ Estadão Blue Studio
Conteúdo Patrocinado

Grupo +Saúde Mais aborda o câncer do sistema nervoso central

Parceria do Estadão Blue Studio com a Dasa, o Hospital Nove de Julho e a GeneOne traz mais informações sobre a doença

Dasa, Estadão Blue Studio
Conteúdo de responsabilidade do anunciante

10 de novembro de 2021 | 07h00

Extremamente raro, o câncer do sistema nervoso central (SNC) representa 1,8% de todos os tumores malignos no mundo, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). No Brasil, ainda segundo informações do órgão público, em 2020, a estimativa foi de mais de 11 mil novos casos da doença entre homens e mulheres. O grupo no WhatsApp +Saúde Mais convidou a neuro-oncologista do Hospital Nove de Julho, em São Paulo, Caroline Chaul para esclarecer algumas dúvidas sobre o câncer do SNC. 

As causas para o desenvolvimento da enfermidade ainda não são conhecidas. O que se sabe até o momento é que esse tipo de câncer se manifesta por conta de várias alterações genéticas que ocorrem no organismo ao longo da vida, seja por predisposição, seja por exposição a determinados agentes. 

"Não existe fator de risco específico para o tumor do SNC, mas sim algumas situações em que a ameaça se eleva, como pacientes que já foram expostos a radioterapia de crânio por algum motivo anterior, algumas outras exposições a radiações e deficiência no sistema imunológico", explicou Caroline.

Atenção aos sinais

Ainda não há medidas específicas para a prevenção desse tipo de câncer. No entanto, a detecção precoce da doença aumenta a chance de um tratamento eficaz. Por esse motivo, é importante ficar de olho nos sintomas. "Entre os principais estão: dor de cabeça que tem crescimento de intensidade ao longo do dia, fraqueza, diminuição de força e alterações na fala", descreveu a neuro-oncologista. 

Veredito oficial

O diagnóstico é feito por meio da ressonância do crânio. Caso o resultado dê positivo para o câncer, o paciente será submetido a cirurgia para tirada do tumor ou biópsia. "Em algumas situações, optamos somente pela biópsia, porque o cérebro é a parte mais nobre do corpo e, muitas vezes, a localização do tumor pode desencadear sequelas não  desejáveis", esclareceu Caroline. 

É justamente pela importância do órgão em nosso corpo que o tratamento vai englobar uma equipe multidisciplinar, com diversas formas de tratamento, como cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

Ao longo da travessia

Depois do tratamento inicial, o paciente deve realizar o acompanhamento com o oncologista a cada dois ou três meses, período que pode espaçar ao longo do tempo. Alguns cuidados são essenciais para evitar possíveis efeitos colaterais do tratamento. "É necessário manter a cabeça ativa, evitando qualquer déficit cognitivo, realizar atividades cerebrais com jogos, interação social, voltar a trabalhar e fazer atividade física. O treinamento com elevação da frequência cardíaca mostrou-se importante na prevenção de demência e transtornos cognitivos, além de melhorar a oxigenação cerebral", apontou a neuro-oncologista.

A dieta também precisa de atenção. É fundamental o consumo de frutas e verduras, para, assim, manter um bom aporte de vitaminas, assim como o de proteínas, pois é comum perder um pouco de massa muscular durante o tratamento de câncer.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.