Reprodução/ Estadão Blue Studio
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Grupo +Saúde Mais tira dúvidas sobre câncer hematológico

Em parceria com a Dasa, o Hospital Nove de Julho e a GeneOne, encontro virtual traz médicos especializados para conversar com os brasileiros sobre saúde

Dasa, Estadão Blue Studio
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08 de novembro de 2021 | 07h00

Quando o assunto é saúde, a atenção deve ser redobrada. Afinal de contas, com o diagnóstico precoce, a chance de cura é enorme, principalmente se a doença for o câncer. Para conscientizar ainda mais os brasileiros, o Estadão Blue Studio, em parceria com a Dasa, o Hospital Nove de Julho e a GeneOne, criou um projeto que trouxe discussões pertinentes sobre o assunto. Por meio de um grupo criado no WhatsApp, os participantes puderam tirar dúvidas com diversos especialistas.

Tema que abriu as conversas, o câncer hematológico (no sangue) é dividido em três tipos: leucemia, linfoma e mieloma. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2020, foram diagnosticados mais de 20 mil novos casos de câncer hematológico. Por isso, a doença requer bastante atenção.

Linfoma e leucemia

Durante o bate-papo, o médico hematologista do Hospital Nove de Julho, em São Paulo, e professor de Hematologia da Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp), Celso Arrais, falou sobre a diferença entre linfoma e leucemia. "O primeiro é uma doença do sistema linfático. Geralmente, acomete os gânglios linfáticos (ínguas), deixando-os inchados. Já a leucemia é uma doença da medula óssea que, normalmente, se manifesta por sintomas relacionados à queda de glóbulos vermelhos (anemia), de glóbulos brancos (infecções) ou de plaquetas (manchas roxas e sangramentos)", esclareceu.

Tratamentos ideais

Outro tema discutido no encontro virtual envolveu a importância do transplante de medula para a leucemia. "O transplante é o tratamento de escolha para mielodisplasia [condição na qual há falência da medula óssea em produzir células que formam o sangue em quantidade suficiente]. É um procedimento de alto risco, especialmente, quando já evoluiu para leucemia. É o único tratamento que oferece chance de cura nesses casos. Para evitar recaída, os médicos monitoram bem de perto os exames e tentam, quando possível, suspender mais precocemente a imunossupressão para deixar o sistema imune agir sobre as células leucêmicas caso elas comecem a aparecer novamente", explicou Arrais. 

Ainda de acordo com o profissional da saúde, o transplante de medula é também o melhor tratamento para a anemia aplásica grave, doença em que o corpo passa a não produzir a quantidade certa de células no sangue. Nas pessoas jovens (em geral, com menos de 50 anos) que tenham doador idêntico entre os irmãos, o tratamento de escolha é o transplante alogênico (quando as células-tronco vêm de um doador) logo que diagnosticada a doença. "Para os mais idosos, realmente só indicamos [o transplante de medula] depois de tentarmos outros tratamentos mais leves", contou o hematologista.

Cuidados pós-transplante alogênico

Por conta do uso de imunossupressores após o procedimento, a atividade do sistema imune diminui bastante e o corpo fica mais suscetível à entrada de vírus e bactérias. Por isso, os principais cuidados são os de não participar de aglomerações, higienizar as mãos com álcool em gel e usar máscara. "Não é necessário um isolamento total, mas evitar contato com pessoas que estejam se expondo ao risco de qualquer agente infeccioso", ensinou Arrais.

Ao longo do tempo, essas restrições diminuem com a melhora da imunidade. Entre seis meses e um ano após o transplante, a vida é cada vez mais próxima do normal.

Atenção às crianças

A leucemia infantil é outro assunto que merece bastante atenção, porque não é possível identificar nenhum fator de risco para a doença. "Muito raramente, foram descritos casos em algumas crianças que foram expostas a doses altas de radiação, como nos acidentes graves de Chernobyl e do Césio em Goiânia, ou a agentes químicos muito tóxicos, como o benzeno. Mas esses casos são exceções", afirmou o especialista. 

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