Guatemala diz que EUA cometeram 'crime contra humanidade' por infecção

Experimentos contaminaram pessoas com sífilis e gonorreia; Washington desculpou-se nesta sexta

Efe

01 Outubro 2010 | 18h56

GUATEMALA - O presidente da Guatemala, Álvaro Colom, classificou nesta sexta-feira, 1º, de "crimes contra a humanidade" os experimentos no país feitos pelos Estados Unidos entre 1946 e 1948, que infectaram guatemaltecos intencionalmente com sífilis e gonorreia, e pelos quais Washington pediu desculpas nesta sexta-feira.

Colom assegurou que será realizada uma "profunda investigação" dos fatos, que atingiram mais de 1.500 pessoas, e antecipou que o país analisa apresentar uma denúncia para exigir ressarcimento dos EUA.

Segundo o presidente, a maioria das vítimas foi de soldados, presidiários, prostitutas e doentes mentais. Colom ordenou a seus ministros da Saúde, da Defesa e de Governo que localizem e resguardem os arquivos dos anos em que ocorreram os experimentos, para que sirvam de base a uma pesquisa em conjunto com o governo americano.

Além disso, o presidente declarou saber de que os experimentos "não fazem parte da atual política" dos EUA e que pretende, junto com altos funcionários da Casa Branca, fazer uma investigação do episódio.

Em comunicado assinado também pela secretária da Saúde dos EUA, Kathleen Sebelius, a secretária de Estado, Hillary Clinton, desculpou-se nesta sexta pelos experimentos na Guatemala, classificados como "antiéticos".

Mais conteúdo sobre:
Guatemala EUA sífilis gonorreia

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.