Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Guedes diz que espera que SP pague pela vacina sem socorro do governo federal

Presidente Jair Bolsonaro e Doria divergem publicamente sobre a obrigatoriedade da vacinação contra a covid-19; mais cedo, ministro da Economia disse que 'panorama atual não indica segunda onda de contágio' da doença no País

Eduardo Rodrigues e Amanda Pupo, O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2020 | 13h27

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira, 29, que espera que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), pague pela vacina sem precisar de socorro do governo federal. Mais cedo, Guedes afirmou que o panorama atual não indica uma segunda onda de contágio de covid-19 no Brasil, mas garantiu que o governo terá os instrumentos necessários para enfrentar a doença caso ela se estenda por mais um dois anos.   

“Já mandamos bastante dinheiro para São Paulo gastar com a Saúde, tomara que São Paulo encomende, pague sua vacina e vacine sua população”, disse em audiência pública na Comissão Mista do Congresso Nacional para o acompanhamento de medidas contra a covid-19.

O presidente Jair Bolsonaro e Doria divergem publicamente sobre a obrigatoriedade da vacinação contra a covid-19. Enquanto o presidente, que é candidato à reeleição em 2022, diz que o governo federal não obrigará a imunização, o governador de São Paulo, principal adversário de Bolsonaro, já afirmou que a vacina será obrigatória para os paulistas. Na semana passada, o presidente revogou acordo feito pelo Ministério da Saúde para a compra de 46 milhões de doses da Coronavac, vacina da farmacêutica chinesa Sinovac que será produzida pelo Instituto Butantã.    

"Há iniciativas de diversos governos estaduais com vacina russa, chinesa, americana, do Reino Unido. A orientação de qual é a melhor vacina é do Ministério da Saúde. Agora, não pode um governador querer vender vacina para governo federal antes de aprovação pela Anvisa", disse Guedes.

“Eu sou liberal, e acredito que a vacina é uma decisão voluntária de cada um. Se o sujeito preferir ficar trancado em casa seis anos sem trabalhar, sem ter contato com ninguém e sem tomar a vacina, problema dele. Se ele quiser sair e tomar três vacinas, ele pode. Tem que conversar com o médico dele”, afirmou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.