H1N1 não sofreu mutação para doença mais séria, diz OMS

Diretora da organização afirmou que desenvolvimento das vacinas para a doença ocorre conforme o previsto

AE-DJ,

21 Setembro 2009 | 11h22

HONG KONG - A diretora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan, afirmou nesta segunda-feira, 21, que o vírus da Influenza A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína, aparentemente não sofreu mutação para uma doença mais grave. Ela também disse, falando em Hong Kong, que o desenvolvimento das vacinas para a doença ocorre conforme o previsto e elas se mostraram eficazes até agora. "O vírus pode sofrer mutação a qualquer momento. Mas, de abril até agora, nós vemos, dos dados recebidos de laboratórios por todo o mundo, que o vírus ainda é muito similar (ao estado anterior)", avaliou ela.

 

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A diretora-geral da OMS notou que o principal desafio no combate à pandemia será garantir vacinas suficientes para os países mais pobres do mundo. Idealmente, segundo ela, três bilhões de doses podem ser produzidas por ano. Ela lembrou que a China já começou a imunizar sua população. "Os resultados dos primeiros testes clínicos sugerem que uma dose simples de vacina pandêmica será suficiente. Se confirmada, essa descoberta irá literalmente dobrar o montante de vacina disponível", afirmou.

O comentário foi feito após, na semana passada, a OMS advertir que a produção anual do medicamento deve ficar bem abaixo das 4,9 bilhões de doses anteriormente previstas. No domingo, o diretor-regional da OMS Shin Young-soo disse que a entidade, junto com as Nações Unidas, trabalha para arrecadar US$ 1 bilhão para comprar vacinas para países pobres.

Margaret afirmou que Hong Kong poderia relaxar medidas contra a epidemia da Influenza A (H1N1) "passo a passo". De acordo com ela, o país deve enfocar recursos de longo prazo, a fim de evitar contágios e reduzir o número de casos sérios. Ela disse que pacientes considerados de alto risco, como os mais velhos, os obesos e aqueles com doenças preexistentes, serão mais afetados pela doença.

Há temores de que os países mais pobres não consigam vacinas suficientes para a doença. Isso apesar de, na semana passada, os Estados Unidos e mais oito países se comprometerem a doar 10% de seu estoque de vacinas para as nações mais pobres.

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