HC faz entrega pioneira de medicamentos para combate ao câncer

Hospital produz 1º lote de radiofármacos, substâncias usadas para diagnosticar doença em estágio inicial

estadão.com.br

19 Julho 2010 | 09h48

SÃO PAULO - Conhecido internacionalmente pelo pioneirismo em diversas áreas, o Hospital das Clínicas da FMUSP, ligado à Secretaria da Saúde de São Paulo, entregará nesta segunda-feira, 19, o primeiro lote de radiofármacos (usados para diagnóstico de câncer em estágio precoce), tornando-se o primeiro hospital público do País a produzir esse tipo de substância.

O medicamento será produzido, no HC, durante a manhã desta segunda-feira. Às 10h45, os produtos serão transportados para o Hospital Sírio Libanês - parceiro do HC no projeto. Às 12 horas, os radiofármacos serão injetados em três pacientes do Sírio Libanês, que passarão, em seguida, para exames de imagens.

De acordo com o diretor do serviço de Medicina Nuclear do Instituto de Radiologia do HC, Carlos Buchpiguel, os exames que utilizam o radiofármaco FDG-18 não exigem grandes preparações do paciente, bastando apenas um jejum leve.

"As substâncias são injetadas e a radioatividade dá um contraste exatamente no local onde existe tumor em crescimento", explica. Após o procedimento, a pessoa é liberada e pode voltar para casa, retornando às atividades normais.

A produção dos radiofármacos faz parte do Projeto Cíclotron, que exigiu investimentos de R$ 17,6 milhões, sendo R$ 7,7 milhões aplicados pela Secretaria da Saúde e pelo HC em obras de adequação, e R$ 9,9 milhões no equipamento, doado pelo Hospital Sírio Libanês.

Segundo o superintendente do Complexo HC, José Manoel de Camargo Teixeira, para receber o equipamento foi necessário a construção de um recinto blindado de 520 m², protegido por paredes de concreto com 1,90m de espessura. "Foi montado um verdadeiro bunker, com a função de evitar que a radioatividade atinja o meio ambiente", observa.

Por ter vida útil extremamente curta, os radiofármacos precisam ser utilizados rapidamente após a produção. "Daí a importância de produzirmos essas substâncias em locais estratégicos. Instalamos a máquina em um lugar excelente, pois além de atender à demanda do Hospital das Clínicas poderemos fazer parcerias com os hospitais da região da Avenida Paulista", completa Buchpiguel.

Ainda neste segundo semestre, os pacientes do Instituto do Câncer de São Paulo deverão ser beneficiados com esse novo tipo de exame.

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