Graham Stuart/EFE
Graham Stuart/EFE

Higgs soube por uma vizinha que ganhou o Nobel de Física

Britânico estava passeando por Edimburgo na hora do anúncio

O Estado de S.Paulo

11 de outubro de 2013 | 18h04

Depois que o Prêmio Nobel de Física foi anunciado, com atraso de uma hora, na terça-feira passada, muito se especulou que a demora tinha sido causada porque o comitê da Academia Real Sueca não estava conseguindo encontrar o premiado mais famoso da dupla contemplada, o britânico Peter Higgs. Hoje ele revelou que na hora da premiação estava tranquilamente caminhando por Edimburgo, Escócia, onde vive – e que soube da láurea do modo mais informal possível.

Ele estava retornando para casa quando uma antiga vizinha parou o carro para dar-lhe “parabéns pela notícia”. “Eu disse, que notícia?”, contou o pesquisador de 84 anos na primeira coletiva que concedeu à imprensa depois da premiação. “Ela me disse que sua filha havia telefonado de Londres para alertá-la do feito de que eu havia ganhado.”

Higgs e o belga François Englert foram laureados pela elaboração da teoria que propôs a existência do bóson de Higgs, em 1964, como sendo a responsável por conferir massa a tudo o que existe no mundo. A teoria é parte central do chamado Modelo Padrão, um conjunto de equações elementares da Física que descreve como o mundo é construído.

O britânico lembrou que não era inesperado que eventualmente eles ganhariam e disse ter se sentido “aliviado” que enfim isso aconteceu. “Em 1980, um velho amigo que trabalhava na Suécia me visitou em Edimburgo e contou que tinha ficado sabendo por meio de um colega físico que eu estava sendo indicado ao prêmio”, lembrou. 

“Desde então sabia da possibilidade, mas parecia que a verificação experimental poderia não acontecer no tempo da minha vida. Mas depois de julho do ano passado, parecia apenas uma questão de saber em qual ano seria.” Ele se refere à comprovação da existência bóson feita no passado após uma série de experimentos no LHC, o maior acelerador de partículas do mundo. 

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