Hipertensos ignoram o perigo do sódio na dieta

Pesquisa do Dante Pazzanese aponta que 93% dos pacientes desconhecem diferença entre sal e sódio

estadão.com.br

07 Julho 2010 | 12h57

SÃO PAULO - Uma pesquisa da Secretaria da Saúde de São Paulo com hipertensos atendidos no Instituto Dante Pazzanese, referência nacional em cardiologia, aponta que 93% dos pacientes simplesmente desconhecem a diferença entre sal e sódio.

O estudo, realizado em março deste ano, ouviu 1.294 pessoas. Desse total, 75% disseram que não costumam ler os rótulos dos alimentos, que informam a quantidade de sódio do produto.

Entre os que leem os rótulos, 19% consomem alimentos embutidos, como linguiças e salsichas (com altos teores de sódio) pelo menos uma vez por semana. Outros 18% comem enlatados ou envidrados e 17% ingerem queijos salgados pelo menos uma vez por semana.

Ainda segundo a pesquisa, 10% dos pacientes que sabem a diferença entre sal e sódio utilizam saleiro na mesa durante as refeições. O sal de cozinha é constituído por dois componentes: sódio e cloreto. Mas é o sódio presente no sal que pode ocasionar problemas de saúde quando consumido em excesso.

"Se há um número grande de pacientes hipertensos que deveriam ter essa preocupação e não têm, o desconhecimento é pior ainda no restante da população", afirma o médico nutrólogo Daniel Magnoni, do Ambulatório de Nutrição Clínica do instituto.

"Os pacientes que não controlam o consumo de sódio têm mais chances de sofrer derrames e problemas cardíacos, precisam tomar de mais medicamentos e apresentam dificuldade para controlar a hipertensão", explica o médico.

O consumo ideal diário de sal de cozinha é de até 6 gramas, que representam 2,4 gramas de sódio.

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