Reuters
Reuters

Hispânicos têm mais chance de ter complicações pela gripe A

Levantamento feito nos EUA apontou taxas mais altas de hospitalizações e mortes entre os hispânicos

Efe,

12 Fevereiro 2010 | 08h26

Os hispânicos são mais propensos a sofrer complicações e hospitalizações por causa da gripe A nos Estados Unidos, de acordo com um estudo dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças divulgado nesta sexta-feira, 12.

Veja também:

linkOMS deverá confirmar que o pior da pandemia já passou

linkComitê científico defende OMS em polêmica sobre vacinação 

 

"O risco de alguém se infectar com o vírus da gripe A é o mesmo entre os diferentes grupos independentemente de sua raça, mas infelizmente há disparidades e taxas mais altas de hospitalizações e mortes entre os hispânicos quando comparamos com as pessoas brancas", disse Felipe Lobelo, um dos autores do estudo.

 

Apesar dos hispânicos representarem cerca de 15% da população dos EUA, esta comunidade está muito mais representada no sistema de observação de casos do surto de gripe A de 2009, quando alcançou 30% do total de casos registrados.

 

"Estes dados foram compilados em diversas cidades e estados, portanto a tendência não é só de zonas nas quais há uma grande quantidade de hispânicos, mas nacional", assinalou o investigador.

 

Entre os fatores que os investigadores consideram que poderiam influenciar esta tendência está o fato de que a população hispânica é, em média, mais jovem que outros grupos étnicos, e a gripe A infectou mais pessoas jovens.

 

Mais de 50% das pessoas hospitalizadas eram menores de 25 anos, de acordo com dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.