Homens devem se vacinar contra rubéola, alerta ministério

Em 2007, 70% dos casos ocorreram em pessoas do sexo masculino, segundo coordenadoria de imunização

Agência Brasil,

30 de agosto de 2008 | 22h13

A coordenadora do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, Marília Bulhões, chamou neste sábado, 30, a atenção para a necessidade de os homens tomarem a vacina contra a rubéola. No ano passado, dos 8.683 casos da doença registrados no país, 70% eram pacientes do sexo masculino. Desde o dia 9 de agosto, o governo iniciou campanha para imunizar jovens e adultos de 20 a 39 anos. "A circulação do vírus vai continuar se não conseguirmos impacto na população masculina", disse Marília, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional. A idéia é que eles não transmitam o vírus para grávidas. A rubéola pode causar má-formação do feto, cegueira, surdez, retardo mental ou problemas cardíacos no bebê. A vacina é, inclusive, contra-indicada para gestantes, pacientes em tratamento quimioterápico, que usam corticóide ou que tenham passado por um transplante de medula óssea há menos de dois anos. Até o momento, a participação feminina tem superado a masculina. Segundo o último levantamento do ministério, divulgado ontem, 29, 36,3 milhões de brasileiros se vacinaram, sendo 20,2 milhões de mulheres e 16,2 milhões de homens. A meta do ministério é imunizar 70 milhões de pessoas. Neste sábado, os postos de saúde voltaram a abrir as portas para intensificar a campanha contra a rubéola, que termina no dia 12 de setembro. As unidades ficam abertas até as 17 horas. Bulhões alertou que quem já tomou a vacina em outra ocasião pode tomar outra dose agora "Todos devem se vacinar estando na faixa etária-alvo. Nenhuma vacinação tem 100% de proteção. Então, às vezes, a pessoa é vacinada, mas não consegue a proteção", explicou.  Além dos servidores da rede pública, voluntários ajudam na campanha de hoje, como as estudantes de enfermagem Elaine dos Santos Silva, Rosana Benício Matos e Josilene Marques Cabral. Para chamar a atenção de motoristas e pedestres, as voluntárias estavam com faixas indicando o posto de vacinação em uma parada de ônibus em Brasília. Quem passava pelo local, era abordado pelas estudantes que insistiam para que fosse ao posto, que ficava atrás da parada. As equipes montaram também postos volantes em parques, pontos turísticos, supermercados, feiras e shoppings da cidade. Nos estados de Mato Grosso, do Maranhão, do Rio Grande do Norte, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, a faixa etária de vacinação vai de 12 a 39 anos.

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