Alex Plavevski/ EFE
Alex Plavevski/ EFE

Hong Kong anuncia primeira morte por coronavírus; no mundo são 425 mortos

Único país a registrar caso fatal do vírus foram as Filipinas

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de fevereiro de 2020 | 02h19
Atualizado 04 de fevereiro de 2020 | 08h53

Autoridades da cidade semi-autônoma chinesa de Hong Kong confirmaram nesta terça-feira, 4, a morte de um homem por coronavírus. Essa é a primeira morte da epidemia que ocorre na ex-colônia britânica. A vítima é um homem de 39 anos que sofreu de insuficiência cardíaca, informou o centro de saúde.

De acordo com o Centro de Proteção à Saúde de Hong Kong, o homem, que há muito tinha problemas de saúde, viajou para a cidade chinesa de Wuhan, foco da epidemia, em 21 de janeiro e retornou a Hong Kong de trem dois dias depois. Depois de apresentar sintomas de febre no dia 31, ele foi internado, onde foi diagnosticado com o vírus.

Enquanto isso, o executivo de Hong Kong na segunda-feira decidiu fechar quatro pontos de fronteira com a China continental para evitar o contágio, enquanto mil trabalhadores da saúde iniciaram uma greve para forçar o governo local a selar completamente a fronteira com a República Popular.

O número de mortos pelo novo coronavírus aumentou para 425 pessoas na segunda-feira, 3, entre as 20.438 infecções diagnosticadas na China, informou a Comissão Nacional de Saúde do país asiático. Isso representa um aumento de 64 mortes, 3.235 infecções e 157 curados, em comparação com o boletim emitido no dia anterior.

As 64 mortes ocorreram na província de Hubei, da qual Wuhan é a capital, o epicentro do surto e permanece em quarentena 'de fato' desde 23 de janeiro passado.

Até o momento, todas as mortes, exceto uma - ocorrida no último fim de semana nas Filipinas - ocorreram na China e, embora cerca de vinte países tenham diagnosticado casos de coronavírus, a China é responsável por cerca de 99% das pessoas infectadas. /EFE

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