Wong Maye-E/AP
Wong Maye-E/AP

'Hora extra' no smartphone causa riscos à saúde, diz estudo

Uso de dispositivos após trabalho aumenta risco de estresse e dores nas costas e pescoço

BBC

19 de junho de 2012 | 09h12

Pessoas que continuam usando smartphones, tablets e notebooks depois de terem deixado seus locais de trabalho colocam sua saúdem em risco, afirma a Sociedade Certificada de Fisioterapia da Grã-Bretanha. Segundo a organização, essas pessoas se tornaram "escravos tas telinhas".

 

Uma pesquisa conduzida pela instituição com mais de 2 mil pessoas que trabalham em escritórios mostrou que quase dois terços dos enrevistados diz continuar trabalhando em casa, além do tempo que passam no serviço. Esses workaholics passam em média mais duas horas em frente às telas de seus aparelhos, tudo isso para aliviar a carga de trabalho durante o período normal e por causa da quantidade de atividades acumuladas.

 

A doutura Helena Johnson, chefe da sociedade, afirma que os dados são "extremamente preocupantes". "Enquanto trabalhar um pouco mais pode ser algo bom a curto prazo, se isso se torna algo rotineiro pode levar a problemas como dores nas costas e no pescoço, assim como o estresse elevado", analisa. "Isso ocorrerá principalmente com aqueles que não se preocupam com a postura enquando usam seus dispositivos", conclui.

 

O secretário-geral do Congresso das Uniões de Comércio Britânicas, Brendar Barber, alerta que trabalhar demais não faz bem a ninguém. "Funcionários sobrecarregados não apenas trabalham com menos qualidade. O estresse também pode deixá-los doentes", diz.

 

Para ele, a rotina está completamente fora de controle se o funcionário tem que dedicar horas extras ao trabalho praticamente todos os dias. "Quem não consegue deixar o trabalho somente no escritório precisam falar com seus chefes e devem aprender a desligar seus smartphones", conclui.

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