GABRIELA BILO / ESTADAO
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Horário de vacinação contra a gripe H1N1 em SP causa confusão

Paulistanos vão a postos para se imunizar até as 19 horas, mas UBSs fecham às 17 horas; País vive surto antecipado de gripe

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

15 Abril 2016 | 03h00

SÃO PAULO - O horário de funcionamento de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da Prefeitura de São Paulo tem causado confusão entre paulistanos que buscam a vacina contra a gripe H1N1. A informação divulgada pela gestão Fernando Haddad (PT), de que o atendimento vai até as 19 horas, fez crianças de 6 meses a 4 anos e 11 meses, gestantes e pessoas com mais de 60 anos - público-alvo desta etapa de vacinação - encontrar UBSs de portões fechados já às 17 horas.

Na UBS Chora Menino, em Santana, na zona norte, houve até princípio de confusão, na noite de quarta-feira, após pais e mães levarem seus filhos para imunizar e se depararem com o posto fechado. A Guarda Civil Metropolitana (GCM) precisou ser chamada. No fim da tarde desta quinta, quem tinha a certeza de que conseguiria vacinar seu filho até as 19 horas enfrentou o mesmo problema. 

A gerente comercial Léa Rodrigues, de 32 anos, por ter se informado do horário de forma errada, saiu do trabalho às 17 horas, como faz sempre. Pegou o filho em casa e foi para o posto. “Saí de casa com calma, achando que fosse dar tempo. Quando cheguei, às 17 horas em ponto, o posto já estava fechado. Não teve nem como argumentar com o funcionário”, disse.

A confusão aconteceu porque a Prefeitura deixou de informar, no início da campanha, que o horário divulgado vale apenas para os 87 equipamentos que tem, no mesmo prédio, tanto a UBS quanto o Atendimento Médico Ambulatorial (AMA). Em nota, a gestão apenas reafirmou o horário distinto de funcionamento dos postos. 

Agora, Léa vai ter de deixar o filho com parentes porque não é sempre que ela pode sair mais cedo do trabalho. “A gente sabe que essa gripe é mortal e tem bastante gente pegando. Tem pessoas que morrem por causa disso. Então, como mãe, eu fico desesperada”, afirmou.

Perigo. Desde o início deste ano, o País vive um surto antecipado de gripe H1N1, com 102 mortes - 70 só no Estado de São Paulo. Nesta quinta, foram confirmados mais quatro óbitos em São José do Rio Preto - a região já tem 29 mortos pela doença. 

A Secretaria de Saúde confirmou a morte de três homens e uma mulher. Duas das vítimas, de 60 e 80 anos, tinham doenças pré-existentes. Um homem de 44 anos não tinha problemas de saúde. A quarta morte foi de uma mulher de 38 anos, também sem doença crônica. /COLABOROU JOSÉ MARIA TOMAZELA

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