HÉLVIO ROMERO/AE
HÉLVIO ROMERO/AE

Hospitais municipais de São Paulo têm 1,8 mil funcionários afastados por problemas respiratórios

Dentro desse grupo de profissionais estão 95 casos confirmados de covid-19

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2020 | 22h54

Desde o anúncio do primeiro caso de coronavírus no Brasil, em 26 de fevereiro, até a última sexta-feira, 3, a Autarquia Hospitalar Municipal (AHM) registrou 1.841 funcionários afastados de suas funções por causa de quadros de síndrome respiratória. Esses números incluem ainda pessoas que trabalham nas áreas administrativas e que não têm relação com o atendimento de saúde. Dentro desse grupo estão 95 casos confirmados de covid-19.

Os números fazem parte de um informativo da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), que monitora essa situação desde que um paciente retornou da Itália no final de fevereiro com o coronavírus. A AHM é responsável por 19 Hospitais Municipais e quatro Unidades de Pronto Atendimento, que reúnem 19.675 funcionários no total. "Antes da chegada do coronavírus ao Brasil a Autarquia já tinha 652 funcionários afastados, portanto sem nenhuma relação com a pandemia", diz o comunicado.

O boletim sobre afastamento de profissionais de saúde indica ainda que nesse período o "Hospital do Servidor Público Municipal, com 2.586 funcionários, teve 94 afastamentos por síndrome gripal, 11 deles confirmados de covid-19. Os afastamentos no HSPM representam 4% do total", diz, lembrando que ainda não divulgou as informações de outras unidades porque esses números ainda estão sendo compilados.

Segundo a SMS, todos os profissionais que apresentam qualquer sintoma compatível com o coronavírus são testados. Outra medida, feita por meio de uma portaria, estabeleceu que os funcionários acima de 60 anos fossem realocados para ajudar em atividades de retaguarda, como orientação de pacientes por telefone, análise de prontuário, avaliação de resultado de exames, informação sobre alterações para os pacientes, entre outras atividades.

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