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Hospitais particulares do Rio aderem a programa estadual de transplantes

Credenciados pelo SUS, unidades realizarão transplantes e aliviarão fila nos hospitais públicos

Agência Brasil

27 Abril 2010 | 14h05

Cinco hospitais particulares vão integrar a rede de transplantes de órgãos do estado. Credenciados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), as unidades que só atendiam a pacientes particulares vão operar pelo Programa Estadual de Transplantes (PET), da Secretaria de Saúde e Defesa Civil, contribuindo para a diminuição do tempo de espera para uma cirurgia.

 

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Aderiram ao programa os hospitais Barra D'Or, Quinta D'Or, Adventista Silvestre, São Vicente de Paula e o Hospital de Clínicas de Niterói.

 

De acordo com o secretário de Saúde, Sérgio Côrtes, uma central de gerenciamento que está sendo construída na Leopoldina vai administrar o PET e encaminhar, quando necessário, as cirurgias para rede privada. Côrtes garantiu que a fila nas unidades públicas será mantida de acordo com as prioridades de cada cirurgia e que os hospitais privados só será acionados em casos eventuais.

 

"Primeiramente, os transplantes serão realizados no hospital aonde o paciente está cadastrado, com a equipe que acompanha o paciente. Caso o hospital tenha algum problema [no centro cirúrgico, de equipe] e não possa realizar o transplante, esse mesmo paciente poderá ser operado em um dos hospitais privados que estão credenciados para a cirurgia", disse. "No passado, quando o hospital público estava sem condições de operar, o órgão doado era oferecido para a rede privada onde um outro paciente era operado", completou.

 

Como parte do programa, e para atender a maior demanda de cirurgias de transplante no estado, a Secretaria de Saúde pretende inaugurar, na primeira semana de maio, um novo banco de olhos, em Volta Redonda, no interior do estado. "Os transplantes de córneas estão limitados ao material que vem de outros estados, já que em São Paulo, por exemplo, há excedente", afirmou o coordenador da Central de Transplantes, Eduardo Rocha.

 

O médico informou que o Hospital Santa Mônica, em Niterói, que foi desapropriado, será transformado num centro estadual de transplantes, no próximo ano.

 

Doação de órgãos

 

Para aumentar o número de transplantes, o PET também aposta nos doadores. A meta é realizar um transplante a cada 2,3 três dias em vez de um a cada três dias, fazendo subir de 4,4 doadores por cada grupo de 1 milhão de pessoas para 8,7 doadores. Para isso, na próxima semana funcionará um disque transplantes (155) e uma página na internet com informações sobre as cirurgias.

 

Como forma de incentivar os médicos da rede, o governo estadual anunciou que vai conceder uma remuneração suplementar por cada transplante realizado. "Vamos remunerar os profissionais que saem nos finais de semana [de suas casas], nas madrugadas, não só para captação dos órgãos como para os transplantes, sem qualquer tipo de remuneração, que passam a ter agora mais um incentivo para fazer esse trabalho", disse Côrtes.

 

De acordo com o Ministério da Saúde, o número de transplantes tem subido no país. Em 2009, o crescimento médio de cirurgias foi de 25,5%. No estado do Rio o aumento foi de 13,1%. Santa Catarina é o estado com o maior número de doadores, com19,8 para grupo de 1 milhão de pessoas), seguido por São Paulo, com 16,9 doadores.

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