Hospitais superlotados fazem Porto Alegre suspender cirurgias eletivas por 48 horas

Secretaria Estadual da Saúde vai identificar leitos no interior do Estado para transferência de pacientes

Priscila Trindade, do estadão.com.br

24 de agosto de 2010 | 20h26

SÃO PAULO - O Ministério Público e representantes do governo decidiram na manhã desta terça-feira, 24, suspender por 48 horas os procedimentos cirúrgicos eletivos (sem urgência) em Porto Alegre, devido à superlotação das unidades de saúde.

Além disso, durante a reunião, foi definido que a Secretaria Municipal da Saúde também deverá contatar a administração do Hospital Parque Belém para obter mais leitos para atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A Secretaria Estadual da Saúde se comprometeu a identificar leitos no interior do Estado e na Grande Porto Alegre para estudar a viabilidade de transferência de pacientes que estão na capital, mas são de outras cidades.

Nos próximos 30 dias, as duas secretarias deverão solicitar a reabertura do Hospital Independência e reativar o funcionamento do Hospital Luterano. Juntas, as duas unidades têm mais de 200 leitos. As duas instituições foram fechadas no primeiro semestre de 2009 por causa de dificuldades financeiras.

Um estudo também será feito para avaliar a possibilidade de efetuar reformas e utilizar a estrutura do Hospital Partenon.

A discussão para resolver o problema de superlotação terá continuidade. A Promotoria de Defesa dos Direitos Humanos convidou as secretarias municipal e estadual da Saúde, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do Estado (Sindisaúde) e o Grupo Hospitalar Conceição para uma reunião nos próximos dias.

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