Hospital das Clínicas orienta sobre como se adaptar ao horário de verão

Recomendação é manter qualidade de sono; à 0h deste domingo, relógios devem ser adiantados

estadão.com.br

15 Outubro 2010 | 17h35

SÃO PAULO - Em todo início de primavera, o horário de verão nos Estados do Sul, Sudeste e Centro Oeste, além do Distrito Federal, pode exigir certa adaptação do corpo humano para dormir e acordar uma hora mais cedo. À 0h deste domingo, 17, os relógios deverão ser adiantados em uma hora.

Segundo Jacob Faintuch, clínico geral do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, ligado à Secretaria de Estado da Saúde, o ideal para preparar o organismo ao novo horário é manter uma boa qualidade de sono.

O hormônio regulador melatonina, acionado pela falta de luz, é alterado com a mudança de horário. "Para adaptar-se, é importante evitar situações estimulantes no final da tarde ou no começo da noite", afirma Faintuch. De acordo com ele, quanto maior o estímulo, maior a dificuldade do organismo para relaxar e, assim, pior a qualidade do sono.

Evitar o consumo de café ou chá preto é uma das dicas do médico do HC. "Exercícios físicos muito extenuantes também devem ser evitados. O ideal é praticar atividade física uma vez por dia, no mínimo duas horas após acordar, e evitar a prática durante a noite", recomenda o clínico geral.

Ele cita, ainda, outras atitudes que podem prejudicar o descanso, como comer demais no jantar, dormir sem se alimentar, tomar banho muito frio ou muito quente e ler livros ou ver filmes estimulantes nas horas que antecedem o repouso.

Faintuch também adverte que a má qualidade do sono pode prejudicar o rendimento do indivíduo nas atividades durante o dia. "O horário de verão não é o único fator que desequilibra o organismo. Novos turnos de trabalho ou viagens internacionais podem agir da mesma forma", enumera. Para manter a saúde, esses cuidados devem ser constantes o ano todo.

A manutenção do sono, principalmente nos primeiros dias da alteração do horário, é fundamental para evitar complicações cardiovasculares. "Dificuldade de dormir ou acordar pode predispor o paciente a problemas cardíacos. O infarto, por exemplo, costuma ocorrer algumas horas após o despertar e, principalmente, na segunda-feira, dia em que o estresse em geral aumenta", explica.

O especialista afirma que o desequilíbrio do organismo se dá nos cinco primeiros dias da mudança no relógio. Após esse período e com os devidos cuidados, o corpo se ajusta de forma tranquila.

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