Prefeitura do Rio
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Hospital de campanha da Prefeitura do Rio recebe os primeiros pacientes

Quando chegar à capacidade máxima serão 500 leitos, 100 de UTI e 400 de enfermaria

Mariana Durão, O Estado de S.Paulo

02 de maio de 2020 | 12h08

RIO - Inaugurado nesta sexta-feira, 1º, o hospital de campanha da Prefeitura do Rio, no Riocentro, zona oeste da cidade, começou a receber ontem mesmo os primeiros pacientes infectados pelo novo coronavírus. As quatro primeiras pessoas internadas na unidade foram encaminhadas pela Central Unificada de Regulação, a partir das unidades de urgência e emergência.

Os pacientes estão ocupando o primeiro módulo do hospital, inicialmente aberto com 100 leitos disponíveis. Quando chegar à capacidade máxima serão 500 leitos, 100 de UTI e 400 de enfermaria. Além de uma senhora de 76 anos que foi para a UTI, o hospital do Riocentro recebeu três homens, com 65, 51 e 33 anos de idade. A previsão é que mais quatro pacientes sejam levados para o hospital de campanha ainda na manhã de sábado.

Ontem, durante a inauguração da unidade, a secretária municipal de saúde do Rio, Beatriz Busch, afirmou que há risco de colapso do sistema público municipal nos próximos dias se a abertura de novos leitos por outros entes (Estado e União) não acontecer no ritmo esperado e se a população desrespeitar o isolamento. “O sistema público municipal não consegue sustentar todo o estado”, afirmou.

De acordo com a Prefeitura, os demais 400 leitos da unidade de campanha da Prefeitura, construída emergencialmente no Riocentro, serão ativados progressivamente, conforme a chegada, na semana que vem, dos respiradores e demais equipamentos de saúde adquiridos pelo município na China. O município também precisa contratar mais profissionais de saúde para atender os pacientes. Vários médicos e enfermeiros do município estão afastados devido à covid-19 e por prevenção, por terem doenças associadas. 

“A Prefeitura tem feito esforços para que eles aceitem o chamado, inclusive oferecendo hospedagem e passagem de graça para os que vierem de outros estados, além do pagamento que, para os médicos, pode variar entre R$ 6 mil e R$ 21 mil, conforme a carga horária”, diz a Prefeitura em nota.

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