Alex Plavevski/EFE/EPA
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Hospital desmente morte de médico chinês que alertou sobre coronavírus

Li Wenliang foi acusado de 'espalhar rumores online' e de 'perturbar seriamente a ordem social' e teve que prestar depoimento à polícia local; ele teria contraído a doença de uma paciente

Gregory Prudenciano, O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2020 | 14h16
Atualizado 11 de abril de 2020 | 20h28

O Hospital Central de Wuhan desmentiu na tarde desta quinta-feira, 6, a morte do médico chinês Li Wenliang, de 34 anos, em decorrência do coronavírus. Ele ganhou notoriedade por ter sido um dos primeiros agentes de saúde a divulgar os riscos da infecção do novo vírus.

A divulgação de Li Wenliang sobre o perigo representado pelo coronavírus lhe custou uma reprovação por parte do governo de Wuhan. Ele foi acusado de "espalhar rumores online" e de "perturbar seriamente a ordem social" e teve que prestar depoimento à polícia local.

Segundo a CNN, o médico estava internado em Wuhan desde 12 de janeiro. Ele contraiu coronavírus de um de seus pacientes.

Após a divulgação da suposta morta, a Organização Mundial da Saúde (OMS) chegou a lamentar no Twitter a morte de Li. "Nós estamos profundamente tristes com a morte do Dr. Li Wenliang. Todos nós precisamos celebrar o trabalho que ele fez", tuitou a OMS.

O novo coronavírus infectou mais de 28 mil pessoas e pelo menos 564 pessoas morreram por causa da doença

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