Tony Perry - Universidade de Bath
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Hospital erra e óvulos de 26 mulheres podem ter sido fecundados pelo espermatozoide de outro pai

'É preciso esperar para ver', disse porta-voz do hospital sobre erro nas fertilizações in vitro

O Estado de S. Paulo

28 Dezembro 2016 | 19h59

Um erro na fecundação in vitro feita por 26 mulheres no Centro Médico Universitário (CMU) de Utrecht, na Holanda, pode ter feito as pacientes engravidarem do espermatozoide de pais errados. A clínica anunciou nesta quarta-feira, 28, que um erro no procedimento feito pelo laboratório, cometido diversas vezes entre abril de 2015 e novembro de 2016, pode ter prejudicado a fertilização. 

A técnica aplicada pela clínica é chamada de injeção intracitoplasmática de espermatozoides. O técnico, guiado por um microscópio, injeta o espermatozoide usando uma pipeta de vidro. A ponta da pipeta, feita de borracha, é sempre descartada.

No entanto, segundo a clínica, o mau uso da borracha colocada na ponta da pipeta de vidro fez o esperma de procedimentos anteriores contaminarem o instrumento. As chances são pequenas, "mas não podem ser excluídas", disse Paul Geurts, porta-voz do hospital. 

Algumas crianças cujas mães passaram pelo tratamento na clínica já nasceram - a mais velha tem um ano. Conforme Gerts, é provável que, na maioria dos casos, o óvulo da mãe tenha sido fertilizado pelo espermatozoide escolhido pelo casal, mas que "é preciso esperar para ver". 

Todas as pacientes da clínica já foram notificadas e farão fazer exames de DNA. O porta-voz do hospital não respondeu se o técnico responsável será punido e afirmou que o assunto é confidencial. 

As informações são do New York Times. 

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