Hospital Santa Catarina fechará maternidade em 3 meses

Objetivo, segundo a instituição, é ampliar a atuação em cirurgia de alta complexidade e em especialidades como oncologia e neurologia

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

23 Julho 2014 | 22h34

Atualizada às 23h25

SÃO PAULO - O Hospital Santa Catarina, na Avenida Paulista, região central de São Paulo, vai fechar a sua maternidade daqui a três meses, no dia 31 de outubro. A unidade também vai deixar de oferecer serviços como a UTI neonatal, o centro obstétrico e o pronto atendimento obstétrico.

O anúncio do fechamento foi feito nesta quarta-feira, 23, pela direção do hospital, que deverá ocupar o espaço com a ampliação de outros setores da unidade.

Em nota, a diretoria do Santa Catarina afirmou que o objetivo da medida é ampliar a atuação em cirurgia de alta complexidade e nas especialidades de oncologia, neurologia, cardiologia, ortopedia e cirurgias do aparelho digestivo. A partir do dia 1.º agosto, começará o processo de descontinuidade da maternidade, UTI neonatal, centro obstétrico, PA obstétrico e berçário. O atendimento será mantido por 90 dias.

“As altas taxas de ocupação e a expressiva demanda por leitos hospitalares relacionadas ao progressivo envelhecimento da população brasileira e a necessidade de revitalização da maternidade foram fatores decisivos para a tomada da decisão do fechamento”, afirmou a entidade em nota. 

A ocupação média mensal do hospital é de 87%. “Nos últimos anos, também foram registrados aumentos significativos em exames, internações e cirurgias, bem como na procura pela oncologia”, afirmou a instituição. O Santa Catarina disse ainda, em nota, que vai investir em 2014 R$ 42 milhões em tecnologia e estrutura hospitalar.

Método canguru. Com 35 anos de existência, a maternidade do Santa Catarina chega a fazer 240 partos por mês. Referência nacional em gestação de alto risco, o local atende mães com hipertensão, diabetes, asma ou histórico de problemas cardíacos. Além de ser uma das principais maternidades de São Paulo.

A maternidade foi o primeiro hospital particular a oferecer um tratamento alternativo para prematuros. O chamado método canguru mantém o recém-nascido, no lugar da tradicional incubadora, em contato direto com o corpo da mãe ou do pai. 

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