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Hospital São Paulo pediu ajuda para não fechar o PS

Reitora da Unifesp, que gerencia local, culpa atendimento além da capacidade; Estado deu R$ 5 mi e ministério liberou mais R$ 9 mi

Fabiana Cambricoli, O Estado de S. Paulo

29 Setembro 2014 | 23h00

Referência em atendimento de urgência e emergência de alta complexidade na capital paulista, o pronto-socorro do Hospital São Paulo, unidade vinculada à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), está operando além da capacidade e teve de pedir verba extra para os governos federal e estadual para evitar que o serviço fosse fechado no fim deste mês.

A situação foi revelada ontem pelo secretário estadual da Saúde, David Uip, e confirmada pela reitora da Unifesp, Soraya Smaili, ao Estado. Na entrevista concedida por Uip ontem para falar sobre os resultados da auditoria nas contas da Santa Casa de São Paulo, o secretário afirmou que via “com extrema preocupação” a situação do Hospital São Paulo.

No início deste mês, a reitora da Unifesp procurou o Ministério da Saúde e o governo do Estado em busca de verba extra para custeio do pronto-socorro. “Atualmente, fazemos cerca de mil atendimentos por dia, o que significa que estamos atendendo muito além do teto para o qual recebemos. Se não fossem os repasses extras que conseguimos, nós provavelmente teríamos fechado as portas agora no fim de setembro”, diz ela.

Após o pedido de ajuda, a secretaria repassou ao hospital R$ 5 milhões e o ministério se comprometeu com outros R$ 9 milhões, que deverão ser repassados nos próximos dias. “Esses repasses são necessários até que façamos um novo contrato com o ministério para o custeio dos serviços. Precisamos atualizar os valores recebidos pelos atendimentos prestados. Nós temos um limite e ele já foi ultrapassado faz tempo. Não recebemos pelos atendimentos feitos acima do teto. Se a nova contratualização não sair, podemos voltar à situação de ter de fechar o PS”, diz a reitora, que afirma esperar que o novo contrato saia em outubro.

Por ser vinculado a uma instituição federal, o Hospital São Paulo não recebe repasses fixos do governo do Estado. A reitora diz, porém, que, pelo fato de a unidade servir a população do Estado, resolveu pedir ajuda também para a secretaria estadual. “Ambos os órgãos foram sensíveis ao problema, afinal, o fechamento do pronto-socorro do Hospital São Paulo seria um grande problema para a cidade, ainda mais agora, que a Santa Casa está em crise e o PS do Hospital das Clínicas está funcionando parcialmente, por causa da reforma”, diz ela.

Secretário de Atenção à Saúde do ministério, Fausto Pereira dos Santos confirmou que a portaria que autoriza o repasse de R$ 9,7 milhões ao hospital da Unifesp foi publicada ontem no Diário Oficial e afirmou que o governo federal está trabalhando no contrato que vai atualizar os repasses ao hospital. 

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