Sergio Castro/Estadão
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Hospital São Paulo quer manter tenda da dengue

Ideia é usar estrutura para aliviar pronto-socorro do hospital, que enfrenta greve de médicos residentes e servidores concursados

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

24 Junho 2015 | 21h51

Com problemas financeiros, o Hospital São Paulo vai pedir à Prefeitura para manter por mais tempo a tenda da dengue, montada desde maio na frente da unidade, na Vila Clementino, zona sul. A ideia é usar a estrutura provisória para aliviar o pronto-socorro do hospital, que ainda enfrenta uma greve de médicos residentes e de servidores concursados. 

Como o surto de dengue já passou, a tenda serviria para atendimento de casos de baixa complexidade. A direção do hospital reivindica a continuidade da tenda até o primeiro semestre de 2016, quando deve ser inaugurada a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Vila Mariana, na mesma região. 

A proposta foi citada pela direção do hospital em reunião nesta quarta-feira, 24, com os residentes. A Secretaria Municipal de Saúde disse que está aberta ao diálogo com o centro médico. 

Por falta de recursos, o Hospital São Paulo chegou a suspender as internações eletivas – aquelas que não são de emergência – na semana passada, como revelou o Estado. O serviço só foi retomado após os governos estadual e federal prometeram repasses de R$ 9 milhões, somados. De acordo com o hospital, o Ministério da Educação ainda deve liberar outra parcela de R$ 6 milhões no começo do segundo semestre. 

Os médicos residentes estão parados desde terça-feira por melhores condições de trabalho. Com isso, estão afetados os atendimentos nos ambulatórios e as internações eletivas. Na emergência e na urgência, a categoria manteve 30% da equipe. Segundo os residentes, a greve continua até ao menos segunda.

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