Daniel Teixeira/Estadão
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Hospital Sírio-Libanês vai testar anticoagulante para tratar casos graves de coronavírus

Pesquisa vai envolver uso de heparina; cientistas chineses já usaram substância em pacientes de covid

Fabiana Cambricoli, O Estado de S.Paulo

06 de abril de 2020 | 05h00

Cientistas brasileiros vão começar a testar um anticoagulante para tratar casos graves de infecção pelo novo coronavírus. Um protocolo experimental do uso do medicamento heparina está sendo finalizado por profissionais do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, e deve em breve ser avaliado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

A substância já foi utilizada dentro de um protocolo de pesquisa de um grupo de cientistas chineses para avaliar se o medicamento diminuiria o índice de mortalidade entre pacientes com a covid-19. A hipótese era de que a heparina poderia ajudar no quadro, pois uma das complicações possíveis do vírus é um quadro de coagulação intravascular e tromboembolismo venoso.

Os primeiros resultados do estudo, publicados em 27 de março no Journal of Thrombosis and haemostasis, apontam que o número de mortes foi menor somente entre pacientes com alguma predisposição a distúrbios de coagulação.

Pesquisadores vão testar uso de plasma sanguíneo

Os Hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês, em parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), testarão o uso de plasma sanguíneo de pacientes já recuperados da covid-19 em doentes que ainda têm a infecção. As instituições receberam anteontem o aval da Conep para fazer o estudo em humanos e iniciarão nesta segunda-feira, 6, a triagem de possíveis doadores de plasma.

Neste mês, a Food and Drugs Administration (FDA), agência de medicamentos americana, autorizou estudo similar com pacientes dos Estados Unidos. 

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