Hubble 'extremo' faz mais longínqua imagem do céu noturno

Juntando dez anos de imagens do Telescópio Espacial Hubble, astrônomos apresentaram na terça-feira a mais longínqua imagem já feita de uma pequena fatia do céu noturno, revelando um caleidoscópio de galáxias e outros objetos celestiais.

IRENE KLOTZ, Reuters

25 Setembro 2012 | 20h50

O Hubble eXtreme Deep Field, ou XDF, agrega 5.500 galáxias à imagem dos confins do universo que o Hubble tinha captado em 2003 e 2004.

Na última década, o telescópio retornou ao mesmo alvo mais de 50 vezes, acumulando 2 milhões de segundos de exposição fotográfica adicional. Os objetos mais distantes localizados na imagem datam de cerca de 500 milhões de anos após a formação do universo, que ocorreu há cerca de 13,7 bilhões de anos.

Aquele universo primordial era um lugar violento, cheio de galáxias colidindo e se misturando, o que lhes fazia irradiar uma luz azul e brilhante, sinal de nova formação estrelar.

Mais de 2.000 imagens do mesmo campo, tiradas pela Câmera Avançada de Pesquisas do Hubble e pela Câmera de Campo Amplo 3, de infravermelho próximo, foram combinadas para formar o XDF.

"O XDF é a mais profunda imagem do céu já obtida", disse em nota o astrônomo Garth Illingworth, da Universidade da Califórnia, Santa Cruz. "Ele nos permite explorar ainda mais atrás no tempo do que nunca."

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