Divulgação/SCX
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Ibama vai reforçar proteção de 'árvore da Lua'

A Liquidambar styraciflua nasceu de uma semente que viajou à Lua na missão espacial Apollo 14, em 1971

Agência Brasil

21 de setembro de 2011 | 09h41

BRASÍLIA - Para comemorar o Dia da Árvore, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) vai reforçar nesta quarta-feira, 21, a proteção de um exemplar especial do bosque da sede da entidade em Brasília: a árvore da Lua. A Liquidambar styraciflua plantada no Ibama, conhecida popularmente como sweet gum, liquidâmbar ou árvore do âmbar, nasceu de uma semente que viajou à Lua na missão espacial norte-americana Apollo 14, em 1971.

 

O exemplar do Ibama foi plantado em 1980 e é uma das centenas de árvores da Lua espalhadas pela Terra, a maioria nos Estados Unidos, inclusive uma plantada na Casa Branca. As sementes - mais de 400 - foram levadas ao espaço pelo astronauta Stuart Roosa para avaliar o efeito da gravidade zero e da alta radiação sobre as árvores que cresceriam a partir delas.

 

Na volta da missão, as sementes foram germinadas pelo Serviço Florestal dos Estados Unidos e distribuídas por cidades americanas e alguns países, entre eles o Brasil, a Suíça e o Japão. Além da liquidâmbar do Ibama em Brasília, há outra árvore da lua em solo brasileiro: um pau-brasil plantado no município de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul.

 

A árvore da Lua do Ibama será declarada imune ao corte, conforme prevê o Artigo 7° do Código Florestal Brasileiro, que garante a proteção incondicional a uma arvore reconhecida por ato do Poder Público, "por motivo de sua localização, raridade, beleza ou condição de porta-sementes".

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