Icesp faz alerta sobre fatores de risco para o câncer de pele

No caso de pintas pelo corpo, é importante procurar um médico, que indicará ou não a retirada

estadão.com.br

29 Setembro 2010 | 20h13

SÃO PAULO - O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado à Secretaria de Estado da Saúde, faz um alerta para que as pessoas cuidem de pintas pelo corpo e fiquem atentas a manchas para evitar futuros problemas. Com algumas medidas simples, é possível prevenir doenças.

Muitos desses sinais, por mais inofensivos que possam parecer, merecem atenção. Eles podem ser congênitos ou surgir ao longo da vida. A maior parte das marcas não traz complicações e apenas as de grandes dimensões (superior a 20 cm) apresentam probabilidade de se transformar em câncer.

Independentemente do tamanho da pinta, é importante procurar avaliação médica. Por meio da análise clínica, é possível indicar se ela deve ser retirada ou apenas acompanhada. A maioria delas aparece durante a juventude. Em grande parte, a exposição solar é uma aliada para o aumento do volume pelo corpo.

"A prevenção contra o câncer de pele deve acontecer o ano todo, não somente nas estações mais quentes. É recomendável evitar exposição excessiva à luz solar, principalmente entre as 10h e 15h", alerta o dermatologista do Icesp, Gustavo Alonso. Segundo ele, pessoas com histórico familiar de câncer de pele também devem ser mais cuidadosas e fazer acompanhamento rotineiro.

Além disso, é preciso observar qualquer modificação nas pintas e manchas. As evidências mais comuns relacionadas ao surgimento do câncer de pele são alterações de coloração (variações de tonalidade de marrom, preto, vermelho ou azul), áreas com perda da pigmentação, mudanças de tamanho ou na superfície (elevação súbita ou feridas), presença de bordas irregulares, coceira e dor. Marcas que coçam ou apresentam inflamação também devem ser avaliadas.

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