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Identificadas 2 proteínas-chaves para controlar a doença de Chagas

Cientistas poderão conhecer e controlar como atua o agente infeccioso nos tecidos durante a fase assintomática da doença

Efe,

16 de janeiro de 2012 | 08h48

 Pesquisadores espanhóis identificaram duas proteínas-chaves para controlar a doença de Chagas, uma patologia endêmica na América Latina com mais de 10 milhões de infectados que é transmitida pelo barbeiro, inseto que vive em paredes e telhados de casas feitas com barro e palha.

As descobertas publicadas nas revistas científicas "BMC Infectious Diseases" e "Clinical and Vaccine Immunology" são da equipe Rede de Pesquisa Cooperativa em Doenças Tropicais (Ricet, na sigla em espanhol), formada por diferentes centros espanhóis.

Como contou à Agência Efe o pesquisador Manuel Carlos López, coordenador do trabalho da Ricet, graças à identificação destes dois biomarcadores os analistas poderão conhecer e controlar como atua o agente infeccioso nos tecidos durante a fase assintomática da doença e decidir sobre a conveniência ou não de tratar o paciente.

Apesar de existir pesquisas em outros países na mesma direção, esta é a primeira vez que duas proteínas são identificadas e é possível comprovar a partir de experiência com pacientes a importância dos indicadores para o Chagas, assinalou López.

A doença de Chagas, ou tripanosomiasis americana, é causada pelo parasita Trypanosoma cruzi e tem incidência principalmente na América Latina, onde é transmitida aos seres humanos pelos sedimentos de insetos triatomíneos conhecidos como barbeiros.

A infecção pode passar também de mãe para filho, através de transfusões de sangue ou por meio de um órgão transplantado de um doador infectado.

Embora a doença tenha sido descoberta há mais de 100 anos pelo médico brasileiro Carlos Chagas ainda hoje existe quem tenha a doença sem saber, isso porque os sintomas são silenciosos.

A doença tem uma primeira fase aguda com sintomas similares aos da gripe, e se não for tratada, torna-se crônica, e passados 20 ou 30 anos os pacientes desenvolvem alterações cardíacas, digestivas ou ambas e, em menor medida, neurológicas.

Durante esses anos de fase indeterminada, o parasita está no organismo reproduzindo-se e provocando em silêncio danos em diferentes tecidos sem apresentar sintomas, detalhou López.

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