TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO
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Idosa morre em pronto-socorro após aguardar oito dias por transferência para UTI em São Paulo

Deusira Dias, de 72 anos, estava intubada na UPA Campo Limpo desde a semana passada enquanto aguardava leito hospitalar. É o segundo óbito de pacientes da capital que estavam na fila da central de regulação

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S.Paulo

25 de março de 2021 | 22h05

Uma idosa de 72 anos morreu de covid-19 nesta quarta-feira, 24, após aguardar por oito dias uma transferência para uma UTI na cidade de São Paulo. Deusira Gabriel Rocha Rosa Dias estava internada e intubada na UPA Campo Limpo, na zona sul da capital, e não resistiu ao agravamento da doença na manhã desta quarta. 

É a segunda morte de um paciente que constava na fila da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross) na cidade de São Paulo. A primeira morte nessas condições foi do jovem Renan Ribeiro Cardoso, de 22 anos, no dia 13 de março, divulgada pela Prefeitura há uma semana. 

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, Deusira foi admitida na UPA no dia 15 de março e no dia 16 seu caso foi inserido na Cross. Ela foi intubada no dia 19, “onde foi mantido os cuidados intensivos e ventilação mecânica assistida, com equipamentos e equipe adequada à criticidade de sua condição”, informou a pasta. A morte da paciente, que era portadora de doenças crônicas, aconteceu nesta quarta-feira, 24.

A Prefeitura disse ter estruturado todas as UPAs para que as áreas de emergência se transformassem em UTIs, “para suportar a alta demanda de pacientes com covid-19 nesta fase da pandemia”. A gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB) reforçou que todos os pacientes internados em UPAs recebem cuidados intensivos “a exemplo do que acontece em um leito de UTI hospitalar”. 

“Com o crescente aumento de casos de Covid-19, a SMS contratou médicos intensivistas, fisioterapeutas e também ampliou o número de funcionários para que os pacientes tenham o mesmo tratamento, enquanto aguardam um leito hospitalar”, explicou a secretaria.

As Organizações Sociais (OS) que administram as UPAS, disse a gestão municipal, já foram autorizadas a adquirir mais equipamentos e aumentar os recursos humanos com especificidade em Unidade de Terapia Intensiva, “justamente para permitir que o paciente internado tenha o atendimento adequado, com oxigênio, medicação, e suporte ventilatório, o mesmo oferecido em uma UTI hospitalar.”

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou nesta quinta-feira, 25, a ampliação de leitos de enfermaria e UTI a partir de abril, que serão instalados em uma universidade, um centro de capacitação e eventos privado e no anexo de um hospital municipal. 

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