Idosos são mais propensos à reinfecção pelo coronavírus, diz estudo da Dinamarca

Idosos são mais propensos à reinfecção pelo coronavírus, diz estudo da Dinamarca

Nova infecção, no entanto, é fenômeno considerado raro. De acordo com a pesquisa, pessoas com mais de 65 anos tiveram apenas 47% de proteção contra novas infecções, já para os mais jovens este número foi de 80%.

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de março de 2021 | 23h40

A maior parte das pessoas que foram infectadas pelo novo coronavírus está protegida de uma reinfecção por pelo menos seis meses, porém os idosos têm maior propensão à reinfecção, segundo estudo de pesquisadores do Statens Serum Institut, de Copenhague, na Dinamarca, publicado nesta quarta-feira,17, na revista científica The Lancet

O estudo descobriu que somente 0,65% dos pacientes testaram positivo uma segunda vez para a covid-19 após terem sido infectados durante a primeira e segunda ondas no país. No entanto, pessoas com mais de 65 anos tiveram apenas 47% de proteção contra novas infecções, porcentual muito menor do que na comparação com os mais jovens, paraquem este número foi de 80%. Os dados analisados ​​foram coletados por meio do programa nacional de testes da Dinamarca, segundo o qual 69% da população, 4 milhões de pessoas, foram testadas ao longo do ano passado

"Nosso estudo confirma o que vários outros pareciam sugerir: a reinfecção pela covid-19 é rara em pessoas mais jovens e saudáveis, mas os idosos correm maior risco de contraí-la novamente", disse Steen Ethelberg, pesquisador do instituto Serum da Dinamarca.

"Como os idosos também têm maior probabilidade de apresentar sintomas graves de doenças e, infelizmente, morrer, nossas descobertas deixam claro como é importante implementar políticas para proteger os idosos durante a pandemia”, afirmou.

Os autores do estudo disseram que não encontraram evidências de que a proteção contra reinfecção diminuiu ao longo de um período de acompanhamento de seis meses, mas que novos estudos são necessários para avaliar a proteção contra a reinfecção por variantes do coronavírus.

Ao comentar os resultados da pesquisa, os professores Rosemary Boyton e Danny Altmann do Imperial College London, disseram que os resultados mostraram menor proteção e foram "mais preocupantes" do que estudos anteriores.

"Esses dados são a confirmação, se necessário, de que para a Sars-CoV-2 a esperança de imunidade protetora por meio de infecções naturais pode não estar ao nosso alcance e um programa global de vacinação com vacinas de alta eficácia é a solução duradoura", disseram em um artigo de análise também publicado na The Lancet. /REUTERS

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