Ig Nobel premia prefeito que esmagou carro com um tanque

Sátira do Prêmio Nobel realizada na Universidade Harvard lembra os feitos mais bizarros do ano, em sua 21ª edição

O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2011 | 00h13

CAMBRIDGE, EUA - A cerimônia de entrega da 21.ª edição dos prêmios Ig Nobel ocorreu na quinta-feira, 30, na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, para uma plateia de 1,2 mil pessoas no Teatro Sanders e para milhares de outras pela internet.

 

 

Um dos premiados foi Arturas Zuokas, prefeito de Vilnius, na Lituânia, que, para coibir o estacionamento de carros em locais proibidos, gravou um vídeo no qual usa um tanque de guerra para esmagar um veículo de luxo. Obviamente, ele foi premiado na categoria Paz.

 

O Ig Nobel é uma sátira do Nobel, direcionada às façanhas que “primeiro fazem as pessoas rir e, depois, pensar”. Dos dez novos vencedores, sete compareceram à cerimônia - sem que suas despesas fossem reembolsadas. 

 

E todos receberam seus troféus das mãos de vencedores do Nobel. Um deles, Louis Ignarro, escolhido pela Academia Sueca como o vencedor de Medicina em 1998, também fez o papel de prêmio no concurso Encontre um Prêmio Nobel.

Cada vencedor do Ig Nobel tinha o tempo máximo de 60 segundos para fazer seu discurso de agradecimento. Quem controlava o limite de tempo era uma adorável, porém implacável, menina de 8 anos.

 

O evento é produzido pela revista científica de humor Annals of Improbable Research (Anais da Pesquisa Improvável), com o apoio de associações de estudantes da universidade, uma das mais prestigiadas do país.

 

Música para nerds. O tema da cerimônia de quinta-feira era Química. Um dos vencedores do Nobel de Medicina de 1993, o bioquímico britânico Richard Roberts cantou, em parceria com Thomas Michel, um professor de medicina da universidade, a famosa canção The Elements, na qual o músico e matemático Tom Lehrer adaptou os elementos químicos da tabela periódica a uma canção de uma opereta cômica do século 19. Houve também a apresentação da opereta Chemist in a Coffee Shop (Químico na Cafeteria), “sobre um químico que descobre que os funcionários de uma cafeteria entendem muito da química do café”.

 

Marc Abrahams, editor da Annals of Improbable Research, encerrou a cerimônia com o tradicional bordão: “Se você não venceu um Ig Nobel hoje - e especialmente se venceu -, melhor sorte no ano que vem”.

 

 

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