Igreja defende direito de não abortar bebê de duas cabeças

'Em qualquer situação temos que promover sempre a vida, aceitá-la como vem', afirmou o monsenhor Girotti

Ansa,

13 de janeiro de 2009 | 20h15

O Vaticano defendeu nesta terça-feira, 13, a posição da britânica Lisa Chamberlain, grávida de um bebê com duas cabeças, que se negou a abortar, contrariando a opinião dos médicos.  "Uma criança que deve nascer é sempre um dom de Deus e não se pode suprimir um dom que o Senhor nos dá", declarou à Ansa o monsenhor Gianfranco Girotti, diretor da Penitenciária Apostólica, ministério Vaticano que se ocupa dos pecados e das confissões.  "Em qualquer situação temos que promover sempre a vida, aceitá-la como vem, então o Senhor pensará nisso", acrescentou o religioso.  Chamberlain declarou que tomou a decisão de prosseguir com a gravidez após conversar com seu namorado, Mike Pedace. "Para mim, meus gêmeos são um dom de Deus e nós estamos decididos a dar-lhes a possibilidade de viver", explica a mãe, católica praticante.  "As pessoas podem pensar que meus gêmeos são estranhos, mas para mim são apenas especiais. Tudo acontece por uma razão", acrescentou Lisa. "Eu e Mike passamos sete anos tentando ter filhos e podemos não ter uma outra possibilidade".  Para Lewis Spitz, um dos maiores especialistas britânicos em gêmeos siameses, a gravidez deveria ser interrompida, pois apresenta sérios riscos quanto a eventuais infecções. O médico também lembra que serão duas cabeças controlando os impulsos nervosos do corpo, com sérias implicações para todas as atividades.

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