Silvia Izquierdo/AP
Silvia Izquierdo/AP

Ilha de Paquetá, no Rio, pode sediar novo estudo de vacinação em massa contra covid-19

Análise ocorreria nos moldes da pesquisa do Instituto Butantan na cidade de Serrana, em São Paulo. Vacina aplicada deve ser a da AstraZeneca, produzida no Brasil pela Fiocruz

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2021 | 20h34

RIO - Todos os cerca de 4.500 moradores da ilha de Paquetá, que fica no noroeste da baía de Guanabara e pertence ao município do Rio de Janeiro, podem ser vacinados contra a covid-19, em um experimento semelhante àquele realizado no município paulista de Serrana. Desta vez, no lugar da Coronavac, produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, deve ser testada a vacina da AstraZeneca, fabricada no País pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O projeto foi desenvolvido por institutos científicos, como a Fiocruz, e submetido nesta segunda-feira, 31, à apreciação do Comitê de Especialistas de Enfrentamento à Covid-19 da Prefeitura do Rio. 

Em nota, a secretaria municipal de Saúde informou que o Comitê “apoia a possibilidade de um estudo com a vacinação de toda a população da Ilha de Paquetá contra covid-19” e que “o projeto tem como objetivo analisar os efeitos da imunização em larga escala e deverá contar com apoio de institutos científicos e produtores de vacina, entre outros órgãos”.

A pasta não deu informações mais detalhadas e não informou, por exemplo, quando a vacinação ocorreria. Questionada pela reportagem, a Fiocruz não havia se manifestado sobre o projeto até a publicação deste texto. Desde o início da pandemia, Paquetá registrou 263 casos de covid-19 e 12 mortes.

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