Eric Gaillard/Reuters
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Implantes da PIP não representam riscos, afirmam britânicos

Empresa francesa teria implantado silicone industrial em algumas de suas clientes

Associated Press

18 de junho de 2012 | 10h14

LONDRES - Oficiais do Serviço Nacional de Saúde da Grã-Bretanha afirmaram nesta segunda-feira, 18, que os implantes da empresa francesa Poly Implant Prothese (PIP) não ameaçam a saúde das mulheres que colocaram silicone em seus seios.

 

A informação foi divulgada por Bruce Keogh, diretor médico do serviço, que ficou responsável por investigar se o silicone prejudicaria as cerca de 47 mil mulheres que fizeram implantes com a PIP na Grã-Bretanha.

 

A apuração foi ordenada pelo governo britânico em dezmebro do ano passado, quando surgiram as suspeitas de que silicone industrial teria sido usado nos implantes, que poderia se romper e vazar a substância, tornando-se uma ameaça perigosa à saúde das mulheres. Na época, os implantes da PIP foram retirados do mercado.

 

Keogh estudou as 240 mil marcas de silicone da Grã-Bretanha e avaliou dados de outros países, como França e Austrália. Ele afirmou que os implantes da PIP têm mais chances de rompimeno que o das concorrentes, mas que isso não representa um risco de sáude às mulheres.

 

Segundo ele, os testes mostraram que o silicone não é tóxico. "Não acreditamos que há ameaças a longo prazo para as mulheres que têm implantes da PIP. Descobrimos, porém, que esses implantes estão abaixo do padrão se comparados aos outros, e por isso têm mais chances de se romper", concluiu.

 

As mulheres que têm implantes da PIP têm recebido apoio de formas diferentes, de acordo com seus países. Na França, 30 mil delas terão as bolsas de silicone retiradas sob custos do governo. O mesmo ocorrerá na Grã-Bretanha, mas apenas para aquelas que fizeram a operação pelo serviço público de saúde.

 

A remoção será negociada entre o governo e as seguradoras de saúde na República Checa, onde o silicone foi banido em 2010. Na Austrália, as autoridades médicas disseram que não enconraram evidências do aumento dos riscos de rompimento dos implantes. 

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